quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada...

No dia 21 de dezembro, você cortou os seus cabelos pela primeira vez. Ele tinha muitas pontas desiguais e estava na hora de acertá-las, para que ele cresça certinho a partir de agora. A Galinha Pintadinha, que você estava há um tempinho sem ver, foi nossa nossa principal aliada. Concentrada nela, a cabelereira conseguiu trabalhar os seus cachinhos dourados e você ficou essa coisinha fofa aí das fotos.







quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Qualquer blog é menor do que a vida de qualquer pessoa

Sua realidade cabe cada vez menos nessas linhas. São tantas coisas, mas... vamos que vamos:
- Definitivamente você é mais da papinha salgada do que da de frutas. O café da manhã e o lanche da tarde são sempre mais demorados, pelo menos comigo e com seu pai, aos finais de semana. Com a Naiane, durante a semana, você aceita com mais facilidade.
- Fica cada vez mais tempo em pé sem apoio. Já contamos mais de 15 segundos!
- Está ficando mais temperamental: você fica brava e chega a dar uns gritinhos quando não deixamos você mexer em algo, como, por exemplo, a CPU do computador (da onde você sempre tenta tirar o modem da internet), o vaso de sempre-vivas ou os bonecos de barro (sim, aqueles mesmos que, há alguns dias, você nem chegava perto).
- E o trocador? Lembra do seu querido trocador? Parceiro para as horas difíceis, quando só ele te acalmava? Agora virou o maior vilão. Manter você ali durante a troca de fraldas ou – o que é pior - durante o pós-banho é tarefa das mais difíceis. Você começa com os gritinhos e depois a vira de bruços, fica de quatro e, por fim, em pé. Eu deito você de novo e você levanta mais uma vez e mexe na pomada, no potinho de água e no que mais estiver na sua frente. Também se diverte jogando objetos no chão e olhando em seguida, esperando que alguém te devolva pra você mandá-los para o chão novamente. Trocar fraldas nesse contexto é um verdadeiro malabarismo.
- Você dança quando ouve uma música. Apoiada em nós, no sofá ou em outro apoio, fica mexendo as perninhas, flexionando os joelhos. Uma fofucha!
- E as brincadeiras no berço? Ah! Elas já não dão tanto ibope com você. Afinal, agora você ganhou definitivamente o chão. Aquilo era brincadeira de bebezinho!

Mamãe em crise

Definitivamente, eu não posso acumular eventos para relatar aqui, pois, quando sento para escrever sobre algo que foi marcante há duas semanas, ele já está totalmente ultrapassado por outra realidade.


Queria registrar aqui a alegria com a qual você me recebe quando eu chego em casa. Você não sorri, você dá risada, apertando os olinhos. Uma risada que parece não caber dentro de você. E mexe os bracinhos, ansiosa e feliz. Manifesta toda essa felicidade sem medos, sem censura. Essa contenção de sentimentos é coisa de adultos. Você se entrega. E nada, nada pode explicar a alegria que isso me dá. Essa sua risada é simplesmente o melhor som para os meus ouvidos, sem exagero nenhum. E, na hora que eu vou embora, você chora (essa parte não é boa).
Porém, isso foi há algumas semanas. Ultimamente, minha pequenininha, você nem está me dando bola. Só quer saber do papai. Será que é porque eu sou a que interrompe as brincadeiras para te dar banho ou comida, para te colocar para dormir ou simplesmente porque chega um momento em que eu não consigo mais controlar minha vontade de tirar essas mãozinhas lindas e fofas do chão sujo! Não sei. Mas não vou negar que isso está me dando uma tristezinha aqui dentro. Humpf.

Suspiros...

Tem coisas na vida que, se a gente parar pra pensar, a gente não faz.

Estar longe de você por tantas horas do dia é uma dessas coisas. Ver que você se apega cada dia mais à pessoa que passa essas tantas horas do dia com você é outra.


Esses dias tenho sentido uma saudade muito forte do mundo de nós duas. Não me refiro, apenas, ao período da licença-maternidade. A ele também, àquela nossa vidinha simbiótica. Mas me refiro também a antes disso, a muito tempo antes. A desde quando tenho o sonho de ter um filho, a desde quando descobri que estava grávida, a desde quando você existe no meu coração. Ter alguém no meio dessa história agora, e com uma presença tão forte, é difícil de digerir sob certo ponto de vista.
Sob o outro ponto de vista, vejo o quanto a Naiane é ótima. Meu anjo. Nosso anjo. Que bom isso. Que bom que vocês se gostam, se entendem, se dão bem. Que bom que tudo flui harmonicamente em casa. Também sei que daqui pra frente serão cada vez mais e mais novas relações em sua vida. E assim deve ser.

Mas o aperto que me dá é sem tamanho. Aperto, dúvidas e certa culpa.

Sei que temos algumas vantagens: almoço em casa todos os dias e não pego trânsito no trajeto casa-trabalho (leva 10 minutos). Saio às 8h30. Na hora do almoço fico em casa de 12h30 às 14h e, depois, a partir das 18h30. Isso é uma vantagem em relação a muitas famílias que vivem em cidades maiores e cujos pais não podem almoçar em casa e ainda enfrentam horas de trânsito no fim do dia, que roubam mais um pouco do tempo dedicado ao convívio familiar.

Mesmo assim, acho pouco. E não consigo encarar de frente e dedicar muito tempo a esses pensamentos. Como disse no começo desse texto, se eu parar muito para pensar, largo tudo. Acho que a vida nos empurra às vezes – sem dó; de forma avassaladora. De outra forma, acho que ficaríamos parados em um dado momento.
Espero, realmente, não estar errando nas minhas escolhas. Terá sido o pior dos meus erros.

Eu sacudi, sacudi, sacudi, mas a formiguinha não parava de subir...

É, Marina! Aconteceu o que eu temia: as formiguinhas descobriram o tanto que você é gostosa e te atacaram lá no parquinho do condomínio. Foi dia 05/12, uma segunda-feira. Após o trabalho, passei em casa, te dei um "cheiro" e corri para o shopping para comprar presentes de Natal. Seu pai ficou com você lá embaixo. Mas antes de continuar essa história, preciso explicar algumas novidades:

Agora, você só quer saber de ficar no chão. É quase impossível descer com você sem colocá-la no chão. E não só para isso, mas também para isso, seu pai é sua melhor companhia. Paciente, ele deixa você explorar, no seu tempo, a grama, a terra (nessa época de inverno amazônico sempre úmida), o cimento e o que mais estiver pela frente...enfim...faz tudo o que eu não tenho coragem (nem a mesma paciência) para deixá-la fazer (mas que eu acho muito bom que ele tenha, assim ele me ajuda a achar o equilíbrio entre o cuidado e a frescura e você sai ganhando nessa equação).

Acontece que foi escurecendo, escurecendo e ai de quem te pegasse no colo para subir pra casa. E, no escuro, papai não viu que você colocou as maozinhas em cima de um formigueiro. Só viu quando você começou a chorar. Então, ele te pegou no colo e viu as formiguinhas - daquelas bem pequenininas. Papai foi rapidamente tirando todas as formigas e te acalmando, enquanto te levava para casa. Logo você parou de chorar, já se distraiu com o espelho do elevador e, chegando em casa, começou a brincar no chão da sala. Ele ficou observando qualquer reação, mas nada aconteceu. Te deu banho e você dormiu em seguida.

No dia seguinte, pela manhã,você acordou bem, mas vimos que as marquinhas vermelhas ganharam umas pequenas bolhinhas, como se fossem mini espinhas. Você não coçava e nem se queixava, mas resolvemos levar você ao Plantão da Unimed. Lá, a pediatra que te examinou explicou que você teve uma reação alérgica local e que as picadinhas tinham inflamado. Ela passou duas pomadas e um anti-inflamatório oral. Ai, filha, ver essas maozinhas lindas e fofas que eu sempre cuidei com tanto carinho cheias de picadas de formigas foi de doer o nosso coração.

Mas esse é o "preço" por você estar tão esperta. O mundo está cada vez mais a seu alcance. E você o explora sem demora e sem preguiça. Experimentá-lo traz para você descobertas, alegrias, sensações e emoções e, como não pode deixar de ser, também traz alguns probleminhas. É assim mesmo, vai se acostumando... De qualquer forma, estaremos mais atentos, minha gostosinha.

No dia seguinte, te levamos no mesmo lugar para ver se você ficou traumatizada. Traumatizada que nada. Já queria ir pro chão de novo e, até hoje, não pode ver uma formiga que quer pegar. Ninguém segura essa bebê!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Doce novembro

- Dia 3 de novembro, nasceu seu segundo dentinho (ao lado do primeiro, embaixo).
- Sua brincadeira preferida nessas primeiras semanas de novembro é ficar no berço. Você levanta, segura na grade, ri pra gente, solta os bracinhos, fica se equilibrando sem apoio por alguns poucos segundos (enquanto isso, fica olhando pros lados e pra cima, com aquela expressão de concentração), cai de bunda e dá risada. Imediatamente você levanta e começa tudo de novo. É...a prática leva à perfeição. Coisa fofa!
- Na consulta de 8 meses (18/11), a balança marcou 8,150 Kg, distribuídos em 69,5 cm.
- Você continua se alimentando bem, mas, assim como a mamãe, é mais das papinhas salgadas. Come frutas, mas com um pouquinho de resistência.

- Ah, desde a semana de 17 a 21 de outubro, você toma banho no banheiro. Levamos sua banheira do quarto para lá e, finalmente, chegou a hora de colarmos na parede os adesivos que a tivó Elene deu. O que você mais gosta é o do pocotó. Quando perguntamos onde está o pocotó, você aponta para ele na parede, com esse dedinho fofolino que dá vontade de morder!
- Agora nossa rotina em casa já tem uma jeito diferente, pois você não fica só no colo. Fica mais no chão, praticamente todo o tempo. Assim interage de forma diferente conosco. Durante as refeições, o jornal na TV, você fica sentadinha, com suas coisinhas, brincando. A propósito, precisamos registrar aqui o seu cesto da alegria. É uma caixa de madeira que fica no móvel da sala com a qual você adora brincar. Ali dentro sempre tem brinquedos incríveis. Não. Nada de Fischer Price, mas sim bugigangas, como, por exemplo, alto-falante do celular (seu ratinho), um cabo USB sem uso, o cartãozinho de um marceneiro, o folheto de propaganda de um restaurante, uma cópia de chave, um carregador de pilha, a embalagem (fechada) de um spray de limpar óculos, uns livrinhos infantis e um ou outro brinquedinho que a gente coloca lá de vez em quando. Tem também um porta incenso que você adora. Do outro lado desse mesmo móvel ficam uns bonecos de barro. Esses aí você já sabe que não pode mexer. E obedece. Por enquanto...






segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Visitas em 3 tempos

Desde que eu voltei a trabalhar, temos recebido visitas especiais, que vem e vão, mas deixam um pouco do seu amor, observação, paciência (aquela tal que a rotina massacrante às vezes rouba da mamãe e do papai), experiência, além de brincadeiras bem divertidas.

Vieram o vovô, a vovó e a tivó-bola Elene (não, ela não é gorda, mas tem um colar com um pingente de bola que é uma das sete maravilhas do seu mundo.

Vovô ficou do dia 13 ao dia 28 de setembro. Passeios na pista e no condomínio, brincadeiras engraçadas, trocas de fralda, música. Sensibilidade, palavras precisas e muito apoio nos meus dias menos tranquilos. Viveu comigo a ansiedade na sua dificuldade de alimentação inicial e foi o ouvido que eu precisava naquele momento. E, para fechar com chave de ouro, uma tarde com todos os brinquedos espalhados em cima do seu tapetinho e, é claro, você no meio disso tudo. A despedida foi um soninho bem gostoso nesse colo querido. Obrigada, vovô.

A tivó Elene ficou do dia 09 a 16 de outubro. Mais brincadeiras, mais músicas, um soninho no seu ombro (na garagem, no meio dos carros), uma tentativa de te levar na mala (felizmente, tentativa fracassada) e todo o apoio do mundo na hora da papinha. Quando eu pensava em desistir, ela ainda estava cheia de disposição e ideias para tentarmos mais um pouco. Obrigada, tivó.

E a vovó encontrou conosco em São Paulo, onde passamos um fim de semana, e voltou pra Porto Velho com a gente, ficando aqui do dia 31 de outubro ao dia 10 e novembro. Ela estava com a gente quando você entrou na piscina pela primeira vez, quando você teve a sua terceira febre (aliás, ela estava conosco nas 3 vezes em que você teve febre) e nos despertou para o fato de que você já entende mais do que imaginávamos. Com ela, você aprendeu a bater palminhas quando cantamos “Parabéns pra Você”, a identificar o au au, o pocotó e o miau, a ficar “brava” e o principal: a vovó te apresentou nada menos do que a LUA! Agora, é só perguntarmos onde está a lua que você olha pro céu e aponta pra ela. Tão linda a lua, né Marina? Obrigada, vovó.

Como já disse, você é pro mundo! Está sempre aberta a receber o que de melhor as pessoas têm para lhe dar. Risonha, bem humorada, alto astral. Se acostuma rápido às pessoas. Ficamos pensando o que passa na sua cabeça depois que elas vão embora. De uns tempos pra cá, percebo que você parece sentir falta nos primeiros momentos. Fica olhando em volta ... com saudades? Vou te contar uma coisa, filha: a gente pode estar um pouquinho longe, mas aquela lua lá no alto é a mesma que ilumina a noite dos vovôs, da vovó, da tivó-bola, e também da vovó Dalva e de todos os nossos queridos. Que a gente sempre se encontre na beleza do luar, filha!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

"Tempo, tempo, tempo, tempo, entro num acordo contigo"

Que correria, né, amor? Puxa. Será possível que o dia me engole assim? O cansaço me domina e me limita. A insegurança em conseguir cumprir minhas multi-tarefas me deixa ansiosa. Minha ansiedade nos atropela. Quero reaprender a ficar com você. Só em você. Serena e inteira.

Enquanto isso, você segue, ao que parece, acima disso tudo. Bem resolvidinha. Sempre com um sorriso pra me dar, mesmo nos meus momentos mais cansados e sem graça. Você está sempre com o astral lá em cima. Evoluída a minha gatinha. Expansiva. Você é pro mundo, Marina! Que Deus te conserve assim. E que eu consiga aprender pelo menos um tantinho com você.


Hoje, só quero ser a melhor mãe possível. Esse é o meu plano para o final de semana.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Nossa peixinha

No dia 5 de novembro, aos 7 meses, você tomou seu primeiro banho de piscina e, também, de chuveiro. Foi lá no condomínio. Descemos com tudo o que temos direito: protetor solar, bóia em forma de tartaruga (que a vovó deu), chapeuzinho e fralda especial para piscina. As fotos estão aí e não deixam dúvida do tanto que você gostou!




segunda-feira, 31 de outubro de 2011

No dia 27 de outubro, partimos para São Paulo para um fim de semana diferente. Eu e papai queríamos ir ao teatro. Eu também queria ir a um salão de lá para cortar o cabelo. Vovô e vovó estavam cheios de saudade e, então, decidimos nos encontrar para um final de semana na capital paulista.

Na ida, houve o cancelamento do trecho Cuiabá – São Paulo. Com isso, além de um chá de aeroporto, tivemos que ir para Manaus, onde ficamos hospedados no Tropical Hotel. Mas foi por um curto período (das 19h à 1h da manhã), quando pegamos o vôo Manaus – São Paulo. Manaus é um local que temos que voltar com você para um fim de semana inteiro ainda enquanto estivermos morando aqui no Norte. Manaus, Rio Branco e Amapá. Esses são os planos.

Bom, mas voltando à cidade grande, o fim de semana em São Paulo foi gostoso e diferente. No sábado de manhã, fomos ao Parque Ibirapuera, onde você viu árvores grandes, patinhos e muitas outras crianças. Você também curtiu muito o vovô e a vovó, que ficaram hospedados no quarto ao lado do nosso.

A vovó voltou para Porto Velho conosco, e o vovô se despediu de nós no aeroporto. Aliás, aconteceu algo bem curioso nesse dia. Abre parenteses: você é muito apegada ao vovô. Se ele está por perto ninguém mais consegue vencer a concorrência na disputa por pegar você no colo. Só dá ele! É bonito de ver. Fecha parênteses. Depois de nos despedirmos, entramos na sala de embarque. Passado um tempo, a vovó percebeu que você olhava fixo para um senhor, demonstrando que queria ir na direção dele. Quando fomos ver, ele era parecido com o vovô – o mesmo biotipo. Pensamos que você poderia estar achando que ele era o vovô. Mas você não devia estar entendendo porque ele nem te dava bola. Minha vontade foi bater no ombro do moço e pedir, pelo amor de Deus, para ele te dar uma atençãozinha. Mas achei melhor não expor assim meus vestígios de insanidade. E, assim, com essa pulguinha atrás da sua orelha, voltamos ao nosso velho porto.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Tudo no SEU tempo

Filha, temos tanta coisa para registrar aqui. Tantos marcos e datas.
No dia 17/09, você começou a falar bababa, papapa. Será papai? E no dia 01/10, você começou a falar mamama (às vezes até com o ãe no final). Será mamãe? De qualquer forma, está registrado aqui. Só por garantia!

No dia 28/09 (dia do aniversário da bisinha Loca), apareceu seu primeirinho dentinho (embaixo e à esquerda de quem vê essa gracinha!).

No dia 29/09, você ficou em pé no berço pela primeira vez. Na véspera (exatamente 1 diazinho antes), seu avô desceu o estrado do seu berço. E desceu pelo que eu achei que seria um excesso de zelo meu. Cheguei a falar pra ele: "sei que ainda é cedo, mas, por garantia, vamos descer esse estrado?" E foi a nossa sorte. Teria sido perigoso você ficar em pé, com o estrado ainda alto. Vixe...Coisas do seu anjinho da guarda. Nesse dia, como diz a mãe da tia Ana, deixamos a poltrona de amamentação à disposição do seu anjinho da guarda, para ele descansar.

 

Após 1 mês de experimentações e adaptações, você já come como uma mocinha: abre a boca a espera da próxima colherada. Isso aconteceu no jantar do dia 17/10. Até então, você ainda estava cautelosa em relação a essa coisa estranha de comer com colher umas papinhas coloridas ou beber em mamadeiras e copinhos. Nada mais ponderado. Afinal, que novidade seria essa? Durante esse tempo, toda estratégia foi usada, além de toda a paciência do mundo que, felizmente, mora dentro da sua babá, a Naiane. Algumas estratégias utilizadas:
  • oferecer água e aproveitar a boca aberta para uma colher de papinha (sim, eu sei que isso não se faz, mas foi por um bom motivo);
  • deixar você brincar com o prato, fazendo toda a sujeira do mundo (até seu cabelo e sobrancelhas tinham um pouco de papinha, além do chão, carrinho etc, etc, etc e muitos mais etceteras);
  • dar as refeições na pia do banheiro, em frente ao espelho (que você adora) e com a água caindo nos seus pezinhos (que você também adora);
  • fazer gracinhas para você dar aquele sorriso indefectível, com direito a boca aberta, aproveitando a oportunidade para a entrada de mais uma colherada (isso deu certo até o dia em que você aprendeu a rir sem abrir a boca - nunca vou esquecer a carinha de sapeca que você fazia nessas horas).
E assim, conseguíamos, após cerca de meia hora/quarenta minutos, a bagatela de ...... 4 colheradas!
Mas, após esse seu tempo de reflexão e análise, você concluiu que até que esse negócio de comer é bom...e agora come como uma mocinha. E ai de quem coma qualquer coisa com você no colo. Na mesma hora você vai com as duas mãozinhas em direção ao alimento já com o bocão aberto. Essa é minha filha...que venha a feijoada!




E, hoje, no dia 21/10, você engatinhou pela primeira vez. Você já vinha ensaiando há um tempo. Ficava de quatro, balançando pra frente e pra trás, como se estivesse esquentando os motores. Também se arrastava com o auxílio luxuoso da....cabeça! E hoje você conseguiu coordenar braços e pernas em direção aos meus braços orgulhosos e cheios de amor por você, minha linda!!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

6 meses e tchau!

Na semana de 3 a 7 de outubro, você aprendeu a dar tchauzinho, ainda com o braço esticado, levantando pra cima e pra baixo.
Dias depois (11/10), na consulta dos 7 meses, levamos uma “bronca” do pediatra: “_Então quer dizer que a senhorita já está dando tchau? Agora eu tenho que ficar dando explicações lá em casa, dona Marina?” É que você é amiguinha do filho dele, o Pedro, que mora lá no prédio e é exatamente 1 mês mais velho que você. Quando a mãe dele viu você dando tchau lá no parquinho ficou se perguntando por que o Pedro ainda não dava tchau já com 7 meses. Crianças... cada uma tempo seu tempo! Sem pressa, sem pressão. Logo, logo ele vai começar a se comunicar com você com esse novo gesto. Mas eu, aqui comigo mesma, fiquei cheinha de orgulho da minha gatinha.
A propósito, nessa consulta de 7 meses você estava pesando7,5 Kg e medindo 67 cm.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Na-na-ni-na-não

Oi, minha filha!
Você completou 6 meses no último dia 15. Está com 7,100 Kg, 65 cm e cada dia mais linda e esperta. Você é, realmente, muito bonitinha. Está quase engatinhando, é muito simpática e risonha. Gosta de colo, de pessoas a sua volta e de muita atenção.

Estou trabalhando há pouco mais de 1 mês. Com o tempo, parece que você tem sentido mais esse nosso afastamento. Tem acordado bastante durante a noite, tem mamado por mais tempo, não fica mais muito tempo sozinha brincando no berço e...não aceita nenhum novo alimento.

É que, com 6 meses completos, chegou a hora de introduzir sucos, frutas e papinhas salgadas e doces em sua alimentação, além do leite NAN, para quando eu não puder amamentá-la. Mas você recusa tudo. Nem chega a experimentar. Afasta copos e mamadeiras da sua frente com uma determinação que chega a impressionar. Parece querer dizer que sua escolha é inegociável.

Algumas pessoas comentam – e meu instinto materno também – que isso é uma forma de você me manter ao seu lado. “Ela quer te segurar pelo peito” – eu já ouvi. Parece que você já associa que a amamentação é o que nos mantém juntas em alguns momentos durante o dia. Continuo saindo do trabalho várias vezes por dia para amamentar. Então, durante o dia, durante a semana, você parece perceber que só estamos juntas na hora da amamentação. Logo, você não quer substituir esse momento por nenhum suquinho de laranja lima, por mais docinho e gostoso que ele seja. Nem o leite NAN na mamadeira, que você já tinha tomado antes, você aceita mais.
Sua estratégia faz sentido, filha. Sei que é difícil entender que alguma outra coisa possa ser melhor do que esse nosso momento. E, pensando assim, você tem mostrado determinação de lutar pelo que quer. E isso é bom.

Nunca terei certeza de que suas razões são essas. De qualquer forma, quero te dizer algumas coisas:

Confia na mamãe, filha. Experimentar novos alimentos é um passo importante para sua independência. E, acredite: independência e liberdade são dois dos principais presentes que podemos ter.

Alem disso, uma coisa não substitui totalmente a outra. Nós duas vamos continuar com a amamentação antes de dormir, pela manhã, na hora do almoço...pelo tempo que você quiser. Pelo tempo que você quiser.

Outro segredo: nós duas temos muitas outras possibilidades de proximidade e afeto - tão especiais quanto a amamentação. Infinitas possibilidades...

Nem sei se estou escrevendo isso para você ou para mim. Acho que para nós duas. Vamos pensar um pouquinho sobre isso, então? Depois a gente volta a conversar, tá?

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Ciclos



Minha volta à labuta já trouxe a primeira viagem de trabalho da Juliane-mamãe: o clico de planejamento anual da empresa, que acontece dentro de um hotel no interior de São Paulo.

E a Juliane-mamãe agora é um adorável pacotinho, que inclui você, minha gostosinha. Antes que eu começasse a pensar como seria isso, a empresa já me informou que eu poderia levar você (de outra forma eu não iria - e não só pela amamentação, mas definitivamente ainda não estou preparada para ficar longe de você um diazinho sequer) e um acompanhante.
Acompanhante? Acompanhante? Seu pai estaria de férias nessa época. Teria algum acompanhante melhor do que ele? Pronto! Tudo resolvido. Bora pra Sum-Paulo.
A viagem de ida nos gerou certa TPVM (lembra da sigla? Tensão Pré Viagem com a Marininha). Ainda mais na companhia de pessoas do trabalho. Era o privado em um ambiente profissional. Mas enfim, agora eu sou esse adorável pacotinho.
No dia 07/09, malas prontas. Felizmente, na maior parte do trajeto, estavam os colegas com os quais temos mais proximidade, e a viagem acabou se tornando algo bem agradável, apesar de longa e cansativa (chegando ao aeroporto de Campinas, ainda ganhamos de bônus 1 hora de VAN até o hotel).

Ricardo, Adriene e Alexandre se alternavam conosco nos colos e distrações e você se comportou como uma mocinha. Só na VAN que começou a ficar meio chorona (mas, a essa altura todo mundo ali já estava com vontade de chorar de tanto cansaço ;).
Seus dois dias do ciclo de planejamento foram desfrutados na companhia especial do papai. Muito soninho na nossa cama do hotel, passeios pela "floresta encantada" e as "visitas" estratégicas da mamãe no quarto para as mamadas. O evento ocorreu de 4ª a 6ª feira, quando pegamos outro vôo direto para o Rio, para passarmos o fim de semana, aproveitando a oportunidade.
Lá você matou a saudade da vovó e do vovô e também da bisinha Loca. Apesar de corrido, foi muito gostoso.

E foi nesse fim de semana, no dia 10/09 (a 5 dias de você completar 6 meses) que você experimentou o primeiro alimento sem ser o leite materno (estou ignorando as vezes que flagrei seu pai deixando você lamber uma ameixa ou um morango).
O escolhido foi o suquinho de laranja-lima. Mas... ele não fez muito sucesso com você.

Nesse dia comemorei o alcance de uma meta: 6 meses de aleitamento materno exclusivo. Não foi fácil, mas a gente conseguiu! E agora começa um novo ciclo, que também requer paciência e uma boa gestão da minha ansiedade, mas isso é assunto para outro texto...

sábado, 20 de agosto de 2011

O mundo de outro ângulo

Não podemos nos esquecer de registrar o dia em que você sentou pela primeira vez. E aí cabe uma reflexão: é difícil precisar exatamente a data desses grandes acontecimentos, pois eles são resultado de um processo. Tentativas, aperfeiçoamentos, descobertas. Até que um dia, nos demos conta de que você estava sentadinha no sofá, brincando ao lado do papai com os controles remotos da TV. Isso foi no dia 14 de agosto (Dia dos Pais).
É engraçado que nesses seus primeiros dias de menina que senta, era muito comum você ficar brincando com algo e, de repente, tombar, deitando sobre a cama ou sofá. Fofamente, como se nada estivesse acontecido, continuava brincando. Afinal, o mundo ao redor apenas virou 90º. Isso é só um detalhe. Uma bobagem! Mas aqueles botões coloridos do controle remoto, ah, aqueles botões...

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

“Eu gostaria de trilhar o caminho que leva o pensamento do meu bebê para além de todos os limites”

Ver você no seu berço, brincando com as infinitas possibilidades do seu mundinho, é um grande prazer para mim. Achei esse texto no encarte de um dos seus CDs. Faço minhas essas palavras:
“Eu gostaria de ficar num cantinho tranqüilo do mundo em que vive meu bebê. Sei que no seu mundo as estrelas conversam com ele, e o céu se inclina até a sua face para diverti-lo com suas nuvens errantes e seus lindos arco-íris. No seu mundo todas as coisas que parecem nunca falar nem se mover sobem até a sua janela, contando histórias e trazendo bandejas de brinquedos coloridos.
Eu gostaria de trilhar o caminho que leva o pensamento do meu bebê para além de todos os limites. Lá, mensageiros desconhecidos correm brincando entre os reinos dos reis sem história; lá a razão transforma suas leis em pipas e as empina ao vento; lá a verdade liberta o destino das correntes que o prendem”. R. Tagore
Me leva com você para o seu mundinho, filha?

terça-feira, 9 de agosto de 2011

A vida segue sempre em frente, o que se há de fazer...

Essa semana chega ao fim minha licença-maternidade. Fico pensando no sentido desse termo. “Com licença, mundo, que eu vou ‘descer’, vou viver minha maternidade. Estou de licença para todo o resto. Com licença que agora eu sou para a Marina”. Assim foram nossos dias. Entrega total. Acompanhada de certo medo, insegurança e muitas descobertas.  Aos 32 anos, quando você acha que já tem algum controle sobre sua vida e sobre si própria, você tem que aprender a lidar com o imprevisível, com o novo a cada dia e com um amor incontrolável. Acabada a licença, tenho que pegar o "trem" da velha rotina novamente, agora na nova condição de mãe. Mais um desafio.

Será muito, muito difícil não ficar com você todo o tempo. Durante esses cinco meses, meu tempo foi seu. Em alguns momentos, foi difícil. É cansativo. Em seus momentos menos tranqüilos, é angustiante não saber o que fazer para te acalmar. Em outros, o estoque de brincadeiras e músicas parece ter chegado ao fim e tudo o que se quer é dormir um pouco. As mamadas, por vezes, são intermináveis, e o corpo dói.  A maternidade tem um lado difícil. Mas, o outro lado da maternidade é nada menos do que a melhor coisa do mundo.

Essa licença também foi um momento de balanço. Voltada só para você e, de certa forma, para mim mesma, relembrei várias situações da minha vida. Senti saudade de pessoas e momentos que a rotina massacrante escondeu bem escondidinho aqui dentro; coloquei algumas ideias e sentimentos em ordem (tá certo que outros ficaram ainda mais de pernas para o ar).

Essa licença também fez eu redescobrir e me reaproximar de pessoas muito queridas. Ao receber visitas que vinham com o único propósito de te conhecer e de estar conosco, as saídas, as viagens, os passeios, as distrações e as cervejas davam lugar a muitas conversas. Sempre longas, francas, inteiras. Isso foi realmente muito bom.

Obrigada por tudo isso, filha.

Mas agora, um novo ciclo começa. Volto ao trabalho. Meu coração está apertado. Há um nó de marinheiro na minha garganta. Não consigo nem continuar a escrever...não há nem o que dizer...

Era uma vez...

Como você fica linda conversando. E há momentos em que você é uma verdadeira oradora. Sei que todos os bebês conversam assim nessa fase, mas eu - aqui comigo mesma - acho que nenhum fala tanto e tão bonitinho como você. Pronto, falei.  

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Muito além do sapatinho


Uma coisa eu posso te garantir, filha. Assim como dois e dois são quatro. Um dia, daqui a muitos anos, quando você tiver um bebê, pode ter certeza: quando ele estiver com sapato, haverá sempre (eu disse s-e-m-p-r-e) alguém para falar: “Ah, tira o sapatinho dele, coitado (sempre tem um coitado acompanhando)...tá tão quente”. E, sempre que ele estiver sem sapato, terá alguém para falar: “Nossa! Você não coloca sapatinhos no seu bebê!” Os autores do comentário podem ser desde um amigo ou parente até aquela pessoa que está atrás de você na fila para a vacina.
Mas isso não é nada. Como eu disse no título, os palpites vão muito além do sapatinho. As pessoas se acham no direito de dar palpite sobre tudo, ainda que você não tenha pedido a opinião de ninguém, e isso é chaaaaaato...
É bom trocar ideias. Não estou negando a importância desse intercâmbio de experiências e de informações, mas há um limite entre essa troca saudável e aquela crítica com ares de verdade absoluta a algo que é o resultado de uma decisão sua. Uma decisão que você tomou de forma responsável, após ler muito, conversar com especialistas e, principalmente, de ouvir sua intuição de mãe, que é amor puro! Certa ou errada, foi uma escolha sua. Não foi uma atitude acidental e leviana. E isso deve ser respeitado.
Enquanto isso, eu vou colocando o sapatinho e você vai tirando pelo caminho, né filha? No final, é você quem decide! ;)

Vira, vira, vira...virou.

Filha! Hoje você virou pela primeira vez. De manhã, ficamos na cama um tempo e você chegou quase lá. Na hora do almoço, você estava com a babá e nossa outra ajudante enquanto eu e seu pai almoçávamos e...aconteceu! Viva a Marina!

Essa é uma etapa importante no seu desenvolvimento, filha. Condição para você começar a se arrastar, engatinhar...

Infelizmente não vi sua primeira virada. Fiquei triste. Mas, como disse seu pai, veremos a segunda, a terceira...para sempre. E isso é o que importa. Nós duas temos o para sempre. Para sempre.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Da floresta para o mar

Dia 13 de julho de 2011: dia em que você conheceu o mar.



P.S.: Também foi o dia da primeira calça jeans! Que chique essa mocinha.

Rotina de menos. Amor e carinho de sobra.

A viagem e todos os encontros e reencontros que ela nos trouxe me fizeram pensar algo que parece óbvio, mas nem tanto: você não é, apenas, a realização do sonho do papai e da mamãe. Você é o sonho de muitas outras pessoas. A gente sempre ouve falar que filhos são para o mundo. Percebi um pouco isso nessas últimas semanas. Durante um tempo, parece que somos apenas nós, numa troca intensa e única. Mas, durante esse mesmo tempo, seus avós, tios, bisavós, tio-avós também alimentam diariamente seu amor e a expectativa por estarem com você. A mim e ao seu pai, cabe apoiar você - um ser ainda dependente - a viver essas relações, que estão muito além de nós dois.

Viajar com uma criança pequena é complicado. Fisicamente e emocionalmente. Ao ver sua rotina se alterando a cada dia (horários, sono, temperamento), ficava preocupada, pensando em como isso poderia te afetar e, ao mesmo tempo, sentindo certa saudade de nossa vidinha aqui em Porto Velho. No fim, percebi que o carinho e o amor que você recebeu nesses dias compensam qualquer alteração de rotina. Isso é o que importa. O que fica. Pro resto, a gente dá jeito.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Marina: 4 meses; 4 estados

5 de julho: dia da sua primeira viagem de avião. Papai foi nos levar ao aeroporto – eu, você e a vovó. Ai, ai, que saudade você vai sentir desse “velho barbudo” e de suas brincadeiras “calmiiiiinhas...”. Só não será maior que a saudade que ele vai sentir de você, mas no dia 14 ele encontrará conosco no Rio, e as brincadeiras serão em dobro.
 
Pegamos nossas malas (e bota mala nisso!) e você começou a desbravar o país. A viagem foi relativamente tranqüila. Alguns momentos de choro que a gente contornava andando com você pelo avião, mas, no trecho BH – Rio, seu cansaço já estava maior, e o chororô veio na hora em que não era possível levantar. Paciência. Pulmões pra que te quero. Até que você descobriu seu novo amigo, saco de enjôo, que te manteve entretida por um tempo.
pronta para voar

um momento de descanso

já preparada para o frio na saída no avião


Ao chegarmos à casa do vovô e da vovó, você encontrou um quarto especialmente preparado para você: berço portátil, bonecas e enfeites que a vovó tinha deixado preparado antes de ir para porto Velho. Até banheira e um trocador improvisado, com gaze, garrafa térmica e fraldas, estavam a postos. O vovô deu o toque final, com faixas de boas vindas e bolas de soprar coloridas. Depois do cansaço por tanta novidade (e, no meu caso, depois da TPPVM – tensão pré primeira-viagem-da-Marina), aquilo sim era aconchego! Segurança, alívio e bem-estar tomaram conta de mim. Estar de volta à casa dos meus pais sempre me dá esse tipo de sensação. Energias renovadas para a maratona de visitas e viagens que nos aguarda!

Os dias no Rio foram recheados de visitas: você conheceu tio Gunzinho e tia Wanda, Livia, Tia Neide e Gustavo, Mari e Leo, Letícia, amigos da mamãe e do papai, vizinhos, tia Rosiris, Rodrigo, Tia Rosane, Tia Delizete, tia Elsa e...a minha vozinha, sua bisavozinha! Vocês nasceram no mesmo mês, ela no dia 13 e você no dia 15, com um intervalo de 97 anos! Um encontro emocionante.


No primeiro final de semana de nossa estada, fomos para Simão Pereira (MG), onde você conheceu a bisinha Loloca, tia Eliane, tia Elene, Vanessa, Guilherme, Virgínia, Igor, Tia Elenice e tio Netinho. Um momento muito, muito esperado, cheio de risos e lágrimas de emoção.



No segundo final de semana, foi a vez de tomar chimarrão com o vovô lá no Rio Grande do Sul. Você matou a saudade do tio Cleiton, cantou parabéns com o vovô, conheceu tios e tias, primões e priminhos e curtiu o colo cheio de carinho da bisavó Frida.


Em Lajeado e em Simão Pereira, você conheceu o que é sentir frio. Mas também experimentou colos bem quentinhos – cheios de amor e alegria pela sua presença.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

3 meses: tudo muda o tempo todo no mundo da Marina!

Filha minha, quanta coisa nesses últimos dias!
No dia 15/06, vovó chegou para nos visitar e para matar essa saudade toda que ela sente de você! Tenho certeza de que você também estava morrendo de saudade desse carinho de vó. Ela ficará conosco vários dias e será muito bom, como sempre.





Nesse mesmo dia, teve bolo e parabéns pelos seus 3 meses de fofurice. Viva a Marina!!!



Na semana de 19 a 26 de junho, você descobriu que suas mãos podem agarrar objetos e levá-los até sua boca. Isso mesmo! Você começou a tocar no nosso rosto, pegar objetos, brinquedos. No início, com mais dificuldade, mas é impressionante como a evolução é diária. A cada dia, você comanda suas mãozinhas com mais destreza.

No feriado de Corpus Christi recebemos mais uma visita importante: sua tia Livia, amiga da mamãe desde o tempo do colégio. Vocês foram se aproximando aos pouquinhos ao longo dos 4 dias em que ela esteve aqui e, no final, pronto: já estavam apaixonadas! Você é irresistível mesmo, minha fofinha.

Conforme você vai crescendo, tudo chama sua atenção. Está mais esperta, atenta e, com isso, tem custado mais a dormir. Antes, às 21h você já estava no berço, independentemente de como havia sido seu dia. Hoje em dia, esses horários estão mudando. Tem dias que você tem dormido lá pelas 23h. Sua capacidade de absorver tudo a sua volta é maior e maior a cada dia. Consequentemente, na hora em que você costumava dormir, você ainda está agitada e vai empurrando o horário do sono mais pra frente. Só nos resta esperar até que você processe todas as descobertas do dia. Tudo bem, então. Ficamos combinadas assim.

Esse mês, mamãe e papai ficaram beeeem gripados. A gente ficou engraçado, usando máscara para não te passar o vírus. Graças à máscara e ao santo leite materno de todo dia, você não ficou dodói. Chegou a ter um pouco de febre na madrugada de 26 para 27 de junho, mas ela não foi adiante e, no dia seguinte, estava tudo normal no seu mundinho.

Outra mudança nessas últimas semanas é que as mamadas estão mais agitadas. Antes, era normal você ficar uns 45 minutos mamando. Tinha vezes que chegava a 1 hora e 15 minutos! Eram sempre mamadas bem tranqüilas. Porém, de umas semanas pra cá, você começou a reclamar em algumas mamadas. Fica impaciente, chora, larga o bico do peito, pega de novo, chora mais um pouquinho, mexe a mãozinha na cabeça, se despenteia toda, e encerra a mamada em bem menos tempo. Na consulta dos 3 meses, comentei o fato com o pediatra. Ele disse que, nessa etapa, os bebês começam a sugar com mais força. Ou seja, mamam mais em menos tempo. A maior quantidade de leite em menos tempo, além de uma alteração na consistência do leite também causam certo desconforto no estômago. Por isso, essas mamadas intranqüilas. Mas ele disse que passa. Confio que sim. Somos pacientes, né minha pequenininha? Vamos em frente e conseguiremos chegar aos 6 meses com aleitamento materno exlcusivo!

Só para registrar: você entrou no 3º mês com 5,130 Kg e 58,5 cm!


terça-feira, 28 de junho de 2011

Mais um pouco da nossa trilha sonora...

Meu Galinho

Faz três noites que eu não durmo, ô lálá
Pois perdi o meu galinho, ô lálá

Coitadinho, ô lálá
Pobrezinho, ô lálá
Se perdeu lá no jardim (bis)

Ele é branco e amarelo, ô lálá
Tem a crista vermelhinha, ô lálá

Bate as asas, ô lálá
Abre o bico, ô lálá
Ele faz quiriquiqui (bis)

Pombinha branca

Pombinha branca, o que está fazendo?
Lavando roupa pro casamento
Vou me lavar
Vou me trocar
Vou pra janela
Pra namorar
Passou um homem
De terno branco
Chapéu de lado
Meu namorado
Mandei entrar
Mandei sentar...
...cuspiu no chão.
Tenha mais educação!
Limpa aí, seu porcalhão
Tenha mais educação!
Limpa aí, seu porcalhão
Tenha mais educação!

Nós duas

Filha, em algumas semanas eu volto a trabalhar. Depois de muito ler, pensar, trocar ideias e de visitar algumas creches aqui em Porto Velho, decidimos que a melhor opção para você é ficar com uma babá enquanto eu estiver no trabalho. E começamos a ir atrás de uma boa babá. Ou melhor, de uma muito boa babá! Deus nos ajudou e a muito boa babá "veio até nós". Estávamos na sala de espera do pediatra para sua consulta dos 3 meses e uma mãe com quem estava conversando me indicou a Naiane, que já tinha trabalhado com várias crianças na família dela, e juntava características muito importantes: experiência, calma, organização, capricho. Entrei em contato e marcamos uma conversa. Ela foi lá em casa e conversamos. Gostei bastante do jeito dela. É doce e comunicativa. Fechamos tudo e ela começa dia 20 de julho, quando voltarmos do Rio. Ainda teremos três semanas antes de eu voltar ao trabalho, para que eu vá passando tudo pra ela com calma e tranquilidade. Depois, seu pai entra de férias e, depois, a vovó vem passar mais 1 mês. Estou confiante de que tomamos uma boa decisão, mas não sei como vou suportar não passar mais o dia grudada em você. Você acredita que, hoje, ainda de licença, ouço as musicas que canto com você aqui em casa ou enquanto caminhamos pelo condomínio e já sinto saudade e começo a chorar? Uma saudade do agora. Vai ser tão difícil, meu amor, ficar longe de você algumas horas do dia. Virei em casa amamentar, almoçar e serei a maior guardiã do meu horário, para que eu não fique além da conta no trabalho. Você é a dona do meu tempo agora. Nunca na minha vida esquecerei esses momentos que passamos juntinhas, só nós duas, numa overdose de Marina. Te amo cada dia mais, muito e muito e muito...infinito!!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Que engraçado!

No dia 03 de junho de 2011, você deu sua primeira gargalhada. Claro que tinha que ser no colo do papai, né? Ele estava cantando uma música engraçada que ia compondo/improvisando na hora mesmo e ficava te balançando pra cima e pra baixo. E aí, pronto: ouvimos a risada mais gostosa do mundo. Minha lindinha...que vontade de te morder e apertar!!!!


quarta-feira, 25 de maio de 2011

Like a clear blue sky

Quando eu poderia imaginar que viveria um momento de tanta emoção em plena quarta-feira, às 7h30 da manhã! Com filhos, é assim. Qualquer hora é hora. Ao entrar no quarto, vi você e o papai "dançando" ao som da bela "Blue Eyes", do Elton John. Você olhava fixamente para ele com esse seu sorriso i-r-r-e-s-i-s-t-í-v-e-l enquanto ele cantava e te conduzia ao ritmo da música. Que lindos vocês. Essa cena é para se guardar no coração. Para sempre.

Blue eyes baby´s got blue eyes
Like a clear blue sky
Watching over me
Blue eyes ooh I love blue eyes
When I´m by her side
Where I long to be
I will see

Blue eyes laughing in the sun
Laughing in the rain
Baby´s got blue eyes
And I am home
And I am home again

Olhos azuis,
Baby tem olhos azuis,
Como um nítido céu azul
Cuidando de mim.
Olhos azuis,
Eu adoro olhos azuis.
Quando estou ao lado dela,
Onde eu desejo estar,
Eu verei

Olhos azuis sorrindo ao sol,
Sorrindo na chuva.
Baby tem olhos azuis
E estou em casa, e estou em casa novamente...

domingo, 15 de maio de 2011

2 meses

4,520Kg e 57 cm de pura fofurice.

Mama muito bem (cerca de 7 mamadas por dia) e suga cada vez com mais força e rapidez.
Suas bochechas estão ficando irresistíveis.
É muito simpática e sempre nos presenteia com sorrisos quando chegamos perto de você.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Sonhos e pesadelos

Filha, segundo seu pediatra, os bebês já sonham e têm até pesadelos.
Fico imaginando que tipos de sonhos e pesadelos povoam seu soninho. Será que você sonha com o dia em que vai nadar no rio e no mar? Ou com o dia em que você vai poder andar, brincar, correr? E seus pesadelos? O que será que te aflige a ponto de seu subconsicente se manifestar durante seu sono? O ”Ataque dos Móbiles Gigantes”? “O Sumiço do meu Querido Trocador”?
Esses dias (04/05), você estava tirando uma sonequinha no seu carrinho e, de repente, começou a chorar. Quando vi, você chorava de olhos fechados, meio dormindo. Parecia que estava mesmo tendo algum sonho agitado. Peguei você no colo e você foi se acalmando aos poucos. Nossa, filha, é uma sensação muito boa saber que meu colinho te acalma, que você se sente segura quando está comigo e com seu pai. Pode contar com a gente, viu? Hoje e sempre. Seja após os pesadelos sobre o ataque dos móbiles gigantes ou mais tarde, quando sua vida “se abrir num feroz carrossel”.

Músicas de que você mais gosta

Tartaruguinha (do vasto repertório da vovó)
Ouvi contar uma história, uma história engraçadinha
Da tartaruguinha, da tartaruguinha
Houve uma festa lá no céu, mas o céu era distante
E a tartaruguinha viajou na orelha do elefante
Quando a festa terminou, a bicharada se mandou
Quem viu a tartaruguinha, quem viu?
Lá do céu ela caiu!
São Pedro o céu varreu e da pobrezinha se esqueceu
Ela disse: ‘- Eu quebrei toda, o meu corpinho está de fora! Como é que eu vou fazer, Pai do Céu, como vou viver agora?’
Pai do Céu juntou os caquinhos e colou...
...mais bonita ela ficou!
Anel (do vasto repertório da tivó Elene)
Perdi meu anel no mar
Não pude mais encontrar
E o mar trouxe a concha de presente para me dar
Parou na goela da baleia
Ou então no dedo da sereia
Ou então o pescador encontrou o anel e deu pro seu amor
Casa Pequenina (Grupo Curupaco)
Era uma casa tão pequenina
Abra a janelinha
Deixe o sol entrar
Perto da casa, tem uma árvore
Onde os passarinhos gostam de voar
Perto da árvore, tem uma ponte
E debaixo dela passa um rio assim
Está trovejando, escurecendo
Feche a janelinha
Já está chovendo