No dia 21 de dezembro, você cortou os seus cabelos pela primeira vez. Ele tinha muitas pontas desiguais e estava na hora de acertá-las, para que ele cresça certinho a partir de agora. A Galinha Pintadinha, que você estava há um tempinho sem ver, foi nossa nossa principal aliada. Concentrada nela, a cabelereira conseguiu trabalhar os seus cachinhos dourados e você ficou essa coisinha fofa aí das fotos.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Qualquer blog é menor do que a vida de qualquer pessoa
Sua realidade cabe cada vez menos nessas linhas. São tantas coisas, mas... vamos que vamos:
- Definitivamente você é mais da papinha salgada do que da de frutas. O café da manhã e o lanche da tarde são sempre mais demorados, pelo menos comigo e com seu pai, aos finais de semana. Com a Naiane, durante a semana, você aceita com mais facilidade.
- Fica cada vez mais tempo em pé sem apoio. Já contamos mais de 15 segundos!
- Está ficando mais temperamental: você fica brava e chega a dar uns gritinhos quando não deixamos você mexer em algo, como, por exemplo, a CPU do computador (da onde você sempre tenta tirar o modem da internet), o vaso de sempre-vivas ou os bonecos de barro (sim, aqueles mesmos que, há alguns dias, você nem chegava perto).
- E o trocador? Lembra do seu querido trocador? Parceiro para as horas difíceis, quando só ele te acalmava? Agora virou o maior vilão. Manter você ali durante a troca de fraldas ou – o que é pior - durante o pós-banho é tarefa das mais difíceis. Você começa com os gritinhos e depois a vira de bruços, fica de quatro e, por fim, em pé. Eu deito você de novo e você levanta mais uma vez e mexe na pomada, no potinho de água e no que mais estiver na sua frente. Também se diverte jogando objetos no chão e olhando em seguida, esperando que alguém te devolva pra você mandá-los para o chão novamente. Trocar fraldas nesse contexto é um verdadeiro malabarismo.
- Você dança quando ouve uma música. Apoiada em nós, no sofá ou em outro apoio, fica mexendo as perninhas, flexionando os joelhos. Uma fofucha!
- E as brincadeiras no berço? Ah! Elas já não dão tanto ibope com você. Afinal, agora você ganhou definitivamente o chão. Aquilo era brincadeira de bebezinho!
Mamãe em crise
Definitivamente, eu não posso acumular eventos para relatar aqui, pois, quando sento para escrever sobre algo que foi marcante há duas semanas, ele já está totalmente ultrapassado por outra realidade.
Queria registrar aqui a alegria com a qual você me recebe quando eu chego em casa. Você não sorri, você dá risada, apertando os olinhos. Uma risada que parece não caber dentro de você. E mexe os bracinhos, ansiosa e feliz. Manifesta toda essa felicidade sem medos, sem censura. Essa contenção de sentimentos é coisa de adultos. Você se entrega. E nada, nada pode explicar a alegria que isso me dá. Essa sua risada é simplesmente o melhor som para os meus ouvidos, sem exagero nenhum. E, na hora que eu vou embora, você chora (essa parte não é boa).
Porém, isso foi há algumas semanas. Ultimamente, minha pequenininha, você nem está me dando bola. Só quer saber do papai. Será que é porque eu sou a que interrompe as brincadeiras para te dar banho ou comida, para te colocar para dormir ou simplesmente porque chega um momento em que eu não consigo mais controlar minha vontade de tirar essas mãozinhas lindas e fofas do chão sujo! Não sei. Mas não vou negar que isso está me dando uma tristezinha aqui dentro. Humpf.
Suspiros...
Tem coisas na vida que, se a gente parar pra pensar, a gente não faz.
Estar longe de você por tantas horas do dia é uma dessas coisas. Ver que você se apega cada dia mais à pessoa que passa essas tantas horas do dia com você é outra.
Esses dias tenho sentido uma saudade muito forte do mundo de nós duas. Não me refiro, apenas, ao período da licença-maternidade. A ele também, àquela nossa vidinha simbiótica. Mas me refiro também a antes disso, a muito tempo antes. A desde quando tenho o sonho de ter um filho, a desde quando descobri que estava grávida, a desde quando você existe no meu coração. Ter alguém no meio dessa história agora, e com uma presença tão forte, é difícil de digerir sob certo ponto de vista.
Estar longe de você por tantas horas do dia é uma dessas coisas. Ver que você se apega cada dia mais à pessoa que passa essas tantas horas do dia com você é outra.
Esses dias tenho sentido uma saudade muito forte do mundo de nós duas. Não me refiro, apenas, ao período da licença-maternidade. A ele também, àquela nossa vidinha simbiótica. Mas me refiro também a antes disso, a muito tempo antes. A desde quando tenho o sonho de ter um filho, a desde quando descobri que estava grávida, a desde quando você existe no meu coração. Ter alguém no meio dessa história agora, e com uma presença tão forte, é difícil de digerir sob certo ponto de vista.
Sob o outro ponto de vista, vejo o quanto a Naiane é ótima. Meu anjo. Nosso anjo. Que bom isso. Que bom que vocês se gostam, se entendem, se dão bem. Que bom que tudo flui harmonicamente em casa. Também sei que daqui pra frente serão cada vez mais e mais novas relações em sua vida. E assim deve ser.
Mas o aperto que me dá é sem tamanho. Aperto, dúvidas e certa culpa.
Sei que temos algumas vantagens: almoço em casa todos os dias e não pego trânsito no trajeto casa-trabalho (leva 10 minutos). Saio às 8h30. Na hora do almoço fico em casa de 12h30 às 14h e, depois, a partir das 18h30. Isso é uma vantagem em relação a muitas famílias que vivem em cidades maiores e cujos pais não podem almoçar em casa e ainda enfrentam horas de trânsito no fim do dia, que roubam mais um pouco do tempo dedicado ao convívio familiar.
Mesmo assim, acho pouco. E não consigo encarar de frente e dedicar muito tempo a esses pensamentos. Como disse no começo desse texto, se eu parar muito para pensar, largo tudo. Acho que a vida nos empurra às vezes – sem dó; de forma avassaladora. De outra forma, acho que ficaríamos parados em um dado momento.
Espero, realmente, não estar errando nas minhas escolhas. Terá sido o pior dos meus erros.
Eu sacudi, sacudi, sacudi, mas a formiguinha não parava de subir...
É, Marina! Aconteceu o que eu temia: as formiguinhas descobriram o tanto que você é gostosa e te atacaram lá no parquinho do condomínio. Foi dia 05/12, uma segunda-feira. Após o trabalho, passei em casa, te dei um "cheiro" e corri para o shopping para comprar presentes de Natal. Seu pai ficou com você lá embaixo. Mas antes de continuar essa história, preciso explicar algumas novidades:
Agora, você só quer saber de ficar no chão. É quase impossível descer com você sem colocá-la no chão. E não só para isso, mas também para isso, seu pai é sua melhor companhia. Paciente, ele deixa você explorar, no seu tempo, a grama, a terra (nessa época de inverno amazônico sempre úmida), o cimento e o que mais estiver pela frente...enfim...faz tudo o que eu não tenho coragem (nem a mesma paciência) para deixá-la fazer (mas que eu acho muito bom que ele tenha, assim ele me ajuda a achar o equilíbrio entre o cuidado e a frescura e você sai ganhando nessa equação).
Agora, você só quer saber de ficar no chão. É quase impossível descer com você sem colocá-la no chão. E não só para isso, mas também para isso, seu pai é sua melhor companhia. Paciente, ele deixa você explorar, no seu tempo, a grama, a terra (nessa época de inverno amazônico sempre úmida), o cimento e o que mais estiver pela frente...enfim...faz tudo o que eu não tenho coragem (nem a mesma paciência) para deixá-la fazer (mas que eu acho muito bom que ele tenha, assim ele me ajuda a achar o equilíbrio entre o cuidado e a frescura e você sai ganhando nessa equação).
No dia seguinte, pela manhã,você acordou bem, mas vimos que as marquinhas vermelhas ganharam umas pequenas bolhinhas, como se fossem mini espinhas. Você não coçava e nem se queixava, mas resolvemos levar você ao Plantão da Unimed. Lá, a pediatra que te examinou explicou que você teve uma reação alérgica local e que as picadinhas tinham inflamado. Ela passou duas pomadas e um anti-inflamatório oral. Ai, filha, ver essas maozinhas lindas e fofas que eu sempre cuidei com tanto carinho cheias de picadas de formigas foi de doer o nosso coração.
Mas esse é o "preço" por você estar tão esperta. O mundo está cada vez mais a seu alcance. E você o explora sem demora e sem preguiça. Experimentá-lo traz para você descobertas, alegrias, sensações e emoções e, como não pode deixar de ser, também traz alguns probleminhas. É assim mesmo, vai se acostumando... De qualquer forma, estaremos mais atentos, minha gostosinha.
No dia seguinte, te levamos no mesmo lugar para ver se você ficou traumatizada. Traumatizada que nada. Já queria ir pro chão de novo e, até hoje, não pode ver uma formiga que quer pegar. Ninguém segura essa bebê!
Assinar:
Postagens (Atom)







