Quando a gente brinca de dar gargalhada uma pra outra (e
você coloca a mão na boca e vira a cabeça pra trás como se não se aguentasse de
tanto achar graça).
Quando o papai está brincando com o Mickey (seu primeiro
carrinho de controle remoto) e faz o carrinho andar perto de você, daí você
fala (em tom de quem está chamando a atenção de um filho): “Mickey,
M-i-c-k-e-y, aqui, aqui! Aqui, Mickey!”. Só que você fala “Miikê”, como se
tivessem dois “is”.
Quando a gente chega em casa e você não contém sua alegria,
vindo correndo na nossa direção, dando risada, abraçando ou fazendo gracinhas,
como se jogando no chão e fazendo uma “ponte” pra frente, colocando a cabeça no
chão.
Quando você canta: “Lua, luar, pega a Marina e me ajuda a
criar”. Você fala: “Lua, uá, pega Maína aiuda iááááá” falando bem alto esse
final.
Quando você fica falando: “Ajuda a Marina.” (“Aiuda a Maína”)
no meio da birra.
Quando você vai acompanhando as músicas falando o final de
cada verso, como, por exemplo, na música “Sapo, Cururu” e “O Peixinho vai
nadando...vai nadando de mansinho...vai subindo, dá uma volta e continua o seu
caminho...” que você aprender com a tivó bola.
Quando você canta, com o papai,: “Olelê, olalá, o Inter vem
aí e o bicho vai pegar”. Você pára no “Olalá”, mas tá valendo... Às vezes, só
de ver jogo de futebol, na TV, você já começa: “Olê, Olá...”
Quando você completa a frase da vovó: Amor da vovó que a
vovó a......dolaaaaaaaa!
Quando você completa a frase do vovô: Coisa mais
boniti......nhaaaaaaaa!
Quando você brinca com sua madrinha de uma ficar chamando a
outra pelos apelidos:
_
Bolaaa?
_ Quêêêê...Bolinhaaaaa?
_Quêêêê...
Quando fica pedindo comida pro vovo Orcelo: “uouô Celo, uouô
Celooo...qué uva.”
Quando me imita chamando o papai: “Picu! Picuuuu” ou “Guigo,
Guigooo”, de Rodrigo.
Quando pega algo e fala: “Meu, é meu.” O bico vem no pacote.
Segundo as professoras da escolinha, você é a dançarina da
sala. Dança o tempo todo e faz até coreografia...
Quando pede um “Mamazinho, mamãe? Coisa mais linda. Tem como
negar?
Quando coloca seus “nenêzinhos” pra dormir. Você os coloca no colo, na
verdade quase embaixo do seu braço, e fica cantando nana, neném. Sim, você
ainda ensaia um chorinho às vezes no meio dessa música...não se aguenta de
tanta emoção.
Quando você dá uma de general e ordena que a gente vá pro
seu quarto brincar e, detalhe, temos que sentar de determinado jeito, com as
pernas cruzadas (assim, mamãe, assim...).
Quando você conversa ao telefone com algum interlocutor
imaginário Tem que ser com o imaginário, pois quando há, de fato, alguém “na
linha”, você fica muda, só prestando atenção e sorrindo.