quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Família, família: papai, mamãe, titia!


E esse tem sido um ano um pouquinho diferente, né filha?
Como agora a mamãe trabalha como consultora, temos mais disponibilidade de ir passar uns dias no Rio com o vovô e a vovó. Fomos no início de janeiro; em março (pro aniversário de 100 da bisinha); em maio e em setembro. Em março, encontramos tio Gui, tia Mônica e tia Cris e, em setembro, os três mais o tio André. Em todas as vezes, damos nosso pulinho em Juiz de Fora para ver a outra bisinha, tia Eliane, tivó Bola, primos e a mais que especial priminha Larissa.
E assim, o ano tem passado voandoooo.
No Rio, você passeia bastante. Vai à praia, ao Zoológico, à pracinha, ao parquinho e à piscina do clube e fica muito em casa também, curtindo a companhia de todos. Quando a tia Cris está aqui, ela te “carrega” pra praia quase todos os dias e você adora ficar grudadinha nela. Tomam banho juntas, escovam os dentes juntas, dormem juntas... Mas você também aproveita bem o convívio com todo mundo: vovó (que brinca com você de desenho, panelinhas e muito mais), vovô (com quem você faz milhares de passeios), tio Gui (que brinca com você como se ele também fosse uma criança).
Quando viemos em maio, eu estava estudando para um concurso, e quando viemos em setembro, estava dodói e, especialmente, nessas duas vezes, o vovô e a vovó se desdobraram em atenções para você, me ajudando muito!
Em setembro, ficamos pouco mais de 1 mês! É que o papai passou 10 dias aqui de férias conosco no meio desse período e, com isso, matamos a saudade e conseguimos ficar mais tempo, já que a mamãe queria ficar bem boa do dodói antes de voltar pra Porto Velho.
E, assim, esse ano tem sido de muito convívio familiar, na esperança que isso se torne ainda mais definitivo no próximo ano. Mas ainda estamos em setembro, né? Calma, mamãe. Vamos deixar o tempo correr e ver o que o futuro nos traz. Como se diz por aí. Deixa tudo como é, porque o que é se transforma, não é mesmo?

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Marinices a perder de vista

Nem sei o que falar das suas marinices. Você é tão esperta, engraçada, perspicaz que as Marinices já não cabem aqui.

Mas vamos a algumas delas:

“Adivinha o que tem aqui atrás?” (Olhar pro alto, meio hesitante).”Não tem nada” (Arrependida por ter quase divulgado o seu segredo).

“Mãe, por que você fala penúltima gaveta?”

Tio Gui, vai pra cama e dorme, por favor?”Depois de ele ficar te perturbando com as brincadeiras dele...e você quase não gosta, né?
No telefone com o vovô, contando que você tinha feito um machucado no dedo. “Vovô, eu vou melhorar daqui a 4 minutinhos, tá?”

“Mãe, olha pra mim: eu estou feliz? Estou, mas eu quero balinha...”. Numa analogia a quando eu peço pra você me olhar no meio de uma bronca e pergunto: “A mamãe está rindo por acaso?”

Brincando de mãe e filha, sendo você a mãe e eu a filha. Aproveito essa condição invertida, para reproduzir seus argumentos sobre não querer usar o vaso. Então você, no papel de mãe, vai falando exatamente tudo o que costumo te dizer, da mesma forma, destacando que não precisa ter medo do vaso, que menina grande não usa mais fralda etc, etc. Mas, antes de acabar seu discurso, você, precavidamente, acrescenta por conta própria: “Eu sou mãe e não tenho medo, mas você é filha, então se você tem medo, você tem medo”. Eu posso com tanta perspicácia?

Outra marinice fofa é quando você começa suas histórias com: “Quando eu era pequena...”. Um dia, conversando com um moço que ficou seu amigo em um voo, você soltou essa introdução de frase em alto e bom som. Todos os passageiros que estavam por perto deram risada. Mal sabem eles que também tem a variação: “Quando eu era grande...” Aí, é surrealista demais!

A vovó tropeçou nos sapatos que você deixou no meio do quarto e você disse: “desculpe, vovó, espero não fazer mais isso.”
Quando você explica bem explicadinho o motivo das desculpas ou dos agradecimentos: “Obrigada por ter me arrumado, mamãe!”; “Desculpa por eu ter derrubado isso, papai.”

Quando a gente manda você tomar banho ou escovar os dentes ou pentear o cabelo ou qualquer uma dessas coisas tão “sofridas” que você odeia fazer: “Mãe/pai, não quero conversar isso com vocês”.

Expressões de quem se acha gente grande: “Que coisaaa!”; “Eu que decido”. Mas, apesar de tanta desenvoltura, você ainda diz “delisgar” e “mescau”. Sua fofa

Quando você quer propor algo: “Já sei. A gente faz isso e depois aquilo e aquilo e aquilo... Não é uma boa ideia?” Ou “Não é um ótimo combinado?”

Declarações de amor: “Mamãe, eu estou apaixonada de você”. “Eu amo você”. “Eu estou gostando de você; “Fica em casa, porque se eu ficar com saudade, você vai estar aqui..”

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Gooooooooool

Em julho, foi a vez de curtirmos um friozinho no Sul, com o vovô Celo, titios Diego e Cleiton, tia Amanda...Foi muito gostoso. Lá assistimos a maior parte dos jogos da sua primeira Copa do Mundo. Na verdade, você não gostou muito. Ficava assustada com a gritaria quando o Brasil fazia um gol e, nas primeiras vezes, chorava igual bebê J

Depois, se acostumou com a zueira, mas não tinha lá muita paciência de ver aquela gente correndo atrás da bola por tanto tempo e, depois da pipoca, acabava tirando uma soneca que sempre começava no finalzinho do primeiro tempo. 

Essa Copa vai ficar pra história, filha. O Brasil perdeu nas semi-finais por 7 x 1 da Alemanha!! Derrota pra lá de incômoda, pra dizer o mínimo. Papai, tio Diego e tio Cleiton estavam lá em Belo Horizonte assistindo esse jogo de perto. Eles passaram 3 dias lá, enquanto nós duas ficamos na casa do vovô Celo. Eles ficaram muito tristes com o resultado. Você ainda vai ouvir falar muito desse jogo em sua vida, assim como eu cresci ouvindo falar na derrota do Brasil pro Uruguai, aqui mesmo em nosso país, na Copa de 50. Então, sempre que você vir nas retrospectivas dos jornais ou ouvir essa conversa por aí, vai poder falar que seu papai e seus tios foram testemunhas próximas do acontecido.


O que você mais gostava de fazer lá no Sul era ir ao parquinho do shopping com a mamãe...ficava brincando lá por quase 2 horas! Depois, era a hora do sorvete. Também aproveitou muito as brincadeiras com a Tia Lise, com a vizinha Marli, além dos titios e do vovô. Também pôde cantar parabéns com o vovô Celo numa festa bem bacana! 

E, depois do Sul, eu, você e o papai ainda passamos 1 semana em Montevideo, conhecendo e passeando na capital do Uruguai. E, depois...chega de frio, né? De volta à Porto Velho e à nossa velha rotina, afinal, a escolinha já estava com saudades de você e você, dela.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Multiplicando...


Filha, eu e o seu pai estamos preparando para você o melhor presente que poderíamos te dar. Um presente pra vida toda. Não vamos esconder que você vai, sim, ter que dividir algumas coisas com esse presente, mas você não tem noção do ganho que você vai ter em troca, a partir do próprio dividir e também em amor e carinho. 

E, por falar em amor, ele não se divide, se multiplica. E é verdade mesmo. Desde o dia em que descobrimos que teremos mais um bebê, parece que meu amor por você aumentou ainda mais. Porque, na mesma hora, me enchi de mais amor aqui dentro.

Não sabemos ainda se é menino ou menina. Mas, teve um dia, ano passado, que você entrou no quarto gritando "Luísa, Luísa, Luísa", bem na hora em que eu conversava com sua vovó sobre a possibilidade de termos mais um bebê. Ficamos muito intrigados com isso. Será?? 

terça-feira, 11 de março de 2014

Marinices de março


Você fala de um tudo, todo o tempo. Tem prazer em falar. Quando não tem assunto, vai descrevendo o que está fazendo.
Quando quer ouvir uma história, pede: “Mamãe, faz ?” E quando a gente acaba de contar a história, você pega o livro e começa a recontá-la no seu dialeto, mas dando as mesmas entonações, gestos e expressões. Uma graça. 
Suas frases sempre começam por: “Aí o peixe falou...”, “Aí, a mamãe dele falou...”, “Aí, o patinho falou...”
E ainda tem seus discursos, que acontecem depois que você presencia um diálogo entre dois adultos (eu e seu pai, por exemplo), em que falamos de forma mais rápida, cadenciada e com muitas palavras. Acho que você fica inspirada e começa a falar também, porém na ausência do mesmo vocabulário, vai alternando palavras reais com outras que você inventa. Brincamos que, nessas horas, você está falando hebraico. É muito engraçado. E suas caras e bocas então, nem se fala. Coisa mais gostosa da mamãe!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Futuro do pretérito por Marina mais que perfeita (a primeira Marinice de 2014):


Eu tentando te dar um iogurte no quarto da pousada:

_ “Mas eu preciso de uma mesa, mamãe!”

_ “Aqui no quarto não tem mesa, filha.”

_ “Não tem, mas deveria ter, mamãe!”

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

As últimas Marinices de 2013

Em Lajeado:

Seu vovô passando remédio na perna com dodói:

“_Vovô Celinho, quando você acabar de passar remédio, eu dou um beijinho na sua perna e vai sarar, tá?”

Na mesma noite:

_ “Vovô Celinho, quando eu for embora daqui, vou ficar com saudades de você...”

E haja coração para tanta emoção, não é, vovô Celinho?

 
Em Garopaba:

Eu procurando meus óculos, que, pouco antes, tinha visto no meio das suas brincadeiras:

_”Filha, onde estão meus óculos?”

_”Ele estava na sua cama, aí eu coloquei em cima da mala, aí escorregou, aí eu coloquei em cima da minha cama, aí...(pausa e olhar para cima, ligeiramente para a direita, como quem busca nesse canto do cérebro o que a memória escondeu)...aí, aí... ficou na minha cama...”

_ “Não está na sua cama, Marina”.

_ “Você não procura num lugar interessante, por isso você não acha”.

Eu posso com isso?

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Simples assim

Seu pai que não me leia J, mas ele, às vezes, devia me ouvir um pouco menos e tomar mais decisões, pois, normalmente, acerta em cheio. Assim aconteceu no nosso final de ano. Seu pai é sensível sim. E, sem muito alarde, percebeu que, para fechar esse ano, precisávamos de família, água do mar e natureza. E tudo foi perfeito. Há muito tempo não me sentia tão leve e feliz. Os dias que passamos no Rio em novembro também colaboraram para o estado de espírito com que chegamos no Sul para nos despedirmos de 2013.

Fechei esse ano com o sentimento de gratidão por você ter exatamente os avós, os tios, os tios-avós e as bisinhas que você tem. Dos dois lados. Se fosse o caso, escolheria cada um deles de novo.

Se hoje você é alegre, segura, comunicativa, moleca, engraçada, bem humorada, doce, amorosa, criativa, inteligente...deve a cada um deles também – e não apenas ao papai e à mamãe.