terça-feira, 18 de setembro de 2012

Conversas, birras, alto astral e mais conversas

Dedo
Senta Aqui ("taqui, mamãe", batendo no chão)
Deita Aqui ("detaqui, mamãe", batendo na cama)
Ôpa (essa é antiga, quando você cai ou deixa algo cair)
Pronto (Pontu)
Caiu (Aiu)
Bom dia
Macaco (Caco)
Dois, Três e Oito (Doich, Teich e Oto)
Quero (Qué)
Berço (você aponta pra ele quando está com sono, cansada de colo e quer se esticar).
Tira ("tira, papai"; "tira, mamãe", quando quer que a gente tira alguma coisa que esteja te incomodando, como a touca da natação, por exemplo)


Acho que esse deve ser um dos últimos textos sobre suas novas palavras, pois está ficando difícil acompanhar. Você fala o dia inteiro, gosta de conversar e aprende uma palavra nova por hora. Entende tudo. Uma fofa. Mas há duas palavras que, definitivamente, não existem no seu vocabulário: a primeira delas é o número 1. Suas contagens começam a partir do dois, seguem para o três e pulam para o oito. Se perguntamos a sua idade, você faz 1 com o dedo, mas fala dois. Daí a gente fala: "_ Não, Marina, você tem 1 aninho." E você dá risada da nossa cara e fala: "_Não, dois". A outra palavra que você ignora é sim. Tudo é não, não, não. E quando a resposta seria sim, você fica muda, olhando meio desconfiada pra gente. Vai entender...

E você anda no maior alto astral. Feliz, super comunicativa, bem humorada, engraçada e mais cooperativa. Carinhosa como sempre e menos birrenta. Você não é tão birrenta, filha, mas teve uma fase mais irritadinha há algumas semanas. Tento não ficar buscando justificativa para birras, pois acho que são normais - é uma criança aprendendo a lidar com suas próprias emoções. Se nem nós, adultos, conseguimos lidar com elas muitas vezes, imagine uma criança de 1 ano e meio? Mas, enfim, sem querer justificar nada, 4 dentinhos seus despontaram de uma vez. Acho que isso pode ter contribuido para seus dias mais difíceis.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A nova Federica Pellegrini

E, finalmente, começou a natação! E você a-d-o-r-o-u.

Mas até chegarmos a esse ponto, foi uma novela. Mamãe conseguiu uma professora para dar aulas lá no condomínio mesmo. Mas, para começar, eu precisava reunir um grupo de, no mínimo, 4 bebês entre 6 meses e 2 anos e meio. Bebês nessa faixa etária não faltam lá no prédio, mas conciliar agendas e interesses das mamães foi um malabarismo, que durou uns 3 meses! Mas, enfim, deu tudo certo: as aulas são às terças e sextas, das 17h45 às 18h15. Nesses dias, é uma correria para chegarmos a tempo. Saio do trabalho mais cedo, passo na escolinha, corremos pra casa, trocamos a roupa...ufa! Tudo cronometrado. O problema é quando você resiste em sentar na cadeirinha do carro na saída da escolinha. Daí perdemos um tempo que não temos. Assim foi no primeiro dia. Com isso, resolvi que, nos dias de natação, vou de táxi, pelo menos até passar essa sua fase de crise com a cadeirinha. E, assim, tudo fica mais fácil.

Durante a aula, você vibra e dá risada com cada exercício, cada mergulho, cada batida de perninha e cada nova musiquinha aprendida. Uma euforia e uma alegria contagiantes. Não sente medo e nem estranha a sensação de mergulhar. Uma peixinha mesmo. Será que você será mais uma Pellegrini famosa nesse esporte? Nome de nadadora campeã você já tem, né minha Federica Pellegr... ups, minha Marina Pellegrini!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Atualizando...

Em 01/09, dispensei a Nilza.

Em 03/09, Naiane voltou a trabalhar conosco no período da manhã (eba, eba, eba!) e você voltou pra escolinha à tarde.
Em 04/09, Tatiane, a melhor empregada que já tivemos e que só ficou 1 mês conosco, voltou lá pra casa.

Tudo certo. Tudo em paz de novo lá em casa. E chega desse assunto.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Você é uma menininha que...


Vo
...não gosta de coberta ou lençol sobre você. Se seu sono não está assim tão pesado, ao ser coberta, você rapidamente aciona suas perninhas para tirar qualquer pano de cima, mesmo quando o ambiente está fresco;

...adora entrar na água. Mesmo fria. Sai do seco para a água como se não fosse uma mudança de ambiente. Simplesmente vai;


...cumprimenta e se despede de todos. Espontaneamente. Em lugares públicos, adora passar distribuindo tchauzinhos e beijinhos para desconhecidos;

...aprendeu direitinho a fazer birra. Tem uma garganta poderosa. Grita, aperta as mãozinhas, chora, suplica. Quem ouve e não vê deve imaginar que estamos te abandonando no lixão;

...é muito meiga, carinhosa, alegre, divertida, esperta, risonha, simpática, engraçada queridona-da-mamãe!

Palavras apenas, palavras pequenas

Água (aga)
Tia (tzia)
Dá a mão (a mão)

Banho (Báinho)
Batata (mas a gente acha que ela quer dizer outra coisa que não é batata)
Galinha (Co-có)
Bichinho (bitinhu)
Piu-piu (pi-piu)
Lua (lu-lu; essa é mais antiga)
Estrela (têla)
Botão (botáu)
Cabelo (Bêlo)
Massinha (matinha)
A flor (apor)
Ah nããão
Oooooi
Sapato (Apato)
Arroz
Amor
Acabou (Abou)
Achei (Atei)
Aqui
Gigi (Zizi)
Lulu
Ana Laura (A-la-lá)

Essas foram as novas palavras incorporadas em seu vocabulário, desde o último registro.

domingo, 2 de setembro de 2012

Dodói


Um dia, o Guilherme, nosso colega de trabalho, comentou que o seu filho Bruno, 4 meses mais velho que você, pegou uma virose. Os sintomas começaram com algumas crises de vômito e, em pouco tempo, já estava desidratando. Correram para o Hospital e ele quase desmaiou no caminho. Um susto daqueles!
Duas semanas depois, era um sábado bem feliz (18/08). Você estava com a corda toda. Tomou banho, jantou bem e não queria dormir. Queria brincar. Seu pai desceu com você pro parquinho para procurar o sono. Ainda havia crianças lá embaixo e você brincou bastante. De repente, no meio da brincadeira, vomitou. Seu pai subiu com você, que chegou sorrindo, apesar de toda suja.  Achamos que pudesse ser a brincadeira agitada depois do jantar. Te dei um banho e você parecia bem. De repente, vomitou de novo. Na mesma hora, lembrei da história do Bruninho. Olhei pro seu pai e a gente mal precisou falar: nos arrumamos correndo e fomos para o Hospital da Unimed.

E não podia ter sido diferente, pois você foi piorando e vomitando nos 15 minutos do trajeto. Chegou lá já com a boca bem sequinha e foi direto pro soro, onde passou toda a madrugada. Você vomitou mais algumas vezes, mas dormiu quase o tempo todo.

Pela manhã, o vômito acabou e começou a diarreia. Muito, mas muito forte. O pediatra achou melhor internar: era virose mesmo. É comum os médicos optarem pela internação em casos como esses, pois crianças desidratam muito rapidamente. E não havia fralda e roupa limpa (minha e sua) que dessem conta. Foi uma crise daquelas. E ainda ficamos ali umas duas horas, com as roupas sujas, esperando o processo de internação.

Quando, finalmente, entramos no quarto, seu pai foi pra casa buscar roupas e brinquedos. Enquanto isso, você contiuou ali, dormindo, bem desanimadinha, ao meu lado. Quando o papai voltou com seus brinquedos e DVDs você acordou e abriu um sorrisão. Tomamos banho e, por incrível que pareça, passamos um domingo bom. A diarreia continuou por todo o dia, mas você parecia se sentir melhor.
E se correr atrás de uma criança de 1 ano e 5 meses já exige muita energia, fazer isso depois de uma noite em claro e com a criança presa a um soro equivale a uma prova de triátlon. Mas a alegria de te ver bem superava qualquer cansaço. À noite, papai foi pra casa, pois só 01 acompanhante poderia passar a noite com você e, no dia seguinte, pela manhã, você recebeu alta. Papai nos levou pra casa e foi pro trabalho.
O dia foi ok, mas a noite trouxe a preocupação de volta. Você começou a vomitar novamente e nada da diarreia passar. E, pra completar: eu e o papai também começamos com os mesmos sintomas (eu ainda mais). Depois de passar uma madrugada de rainha (no trono), acordei melhor, mas você ficou molinha e com diarreia até 4ª feira. Nem fui trabalhar esses dias. Você não aceitava comida; líquidos, com muita dificuldade. Só queria mamar, ficar no meu colo e dormir. E eu te dei tudo isso sem medida. Mesmo assim, suas bochecas e sua barriguinha "tiraram umas férias". Ficou mais magrinha. Até que na 4ª feira, seu sorriso voltou. Lembro bem. Foi quando você ouviu o barulho de um avião. A casa se iluminou de novo e tudo foi voltando ao normal.

Durante esses dias, inclusive no hospital, me senti forte e tranquila (na medida do possível). Vovô e vovó estavam bem longe, visitando a tia Cris e o tio Gui. Mas, tudo bem. Eu e seu pai demos conta direitinho do recado. Ajudando um ao outro e, sobretudo, você. Mas, hoje, ao relembrar, sinto um aperto no coração. Ai, ainda bem que passou. Em pouco tempo, apetite, bochechas e barriga de volta ao normal. A bagunça e as birras também voltaram, só que ao quadrado, talvez para descontar o tempo de molho. Melhor assim. Bem melhor assim.