quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Suspiros...

Tem coisas na vida que, se a gente parar pra pensar, a gente não faz.

Estar longe de você por tantas horas do dia é uma dessas coisas. Ver que você se apega cada dia mais à pessoa que passa essas tantas horas do dia com você é outra.


Esses dias tenho sentido uma saudade muito forte do mundo de nós duas. Não me refiro, apenas, ao período da licença-maternidade. A ele também, àquela nossa vidinha simbiótica. Mas me refiro também a antes disso, a muito tempo antes. A desde quando tenho o sonho de ter um filho, a desde quando descobri que estava grávida, a desde quando você existe no meu coração. Ter alguém no meio dessa história agora, e com uma presença tão forte, é difícil de digerir sob certo ponto de vista.
Sob o outro ponto de vista, vejo o quanto a Naiane é ótima. Meu anjo. Nosso anjo. Que bom isso. Que bom que vocês se gostam, se entendem, se dão bem. Que bom que tudo flui harmonicamente em casa. Também sei que daqui pra frente serão cada vez mais e mais novas relações em sua vida. E assim deve ser.

Mas o aperto que me dá é sem tamanho. Aperto, dúvidas e certa culpa.

Sei que temos algumas vantagens: almoço em casa todos os dias e não pego trânsito no trajeto casa-trabalho (leva 10 minutos). Saio às 8h30. Na hora do almoço fico em casa de 12h30 às 14h e, depois, a partir das 18h30. Isso é uma vantagem em relação a muitas famílias que vivem em cidades maiores e cujos pais não podem almoçar em casa e ainda enfrentam horas de trânsito no fim do dia, que roubam mais um pouco do tempo dedicado ao convívio familiar.

Mesmo assim, acho pouco. E não consigo encarar de frente e dedicar muito tempo a esses pensamentos. Como disse no começo desse texto, se eu parar muito para pensar, largo tudo. Acho que a vida nos empurra às vezes – sem dó; de forma avassaladora. De outra forma, acho que ficaríamos parados em um dado momento.
Espero, realmente, não estar errando nas minhas escolhas. Terá sido o pior dos meus erros.

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