domingo, 31 de março de 2013

Tristeza tão exata


Desculpe pelo título meio baixo astral desse texto, filha. Mas imagino este blog sendo lido, no futuro, pela mulher que você irá se tornar. Como qualquer mãe, tenho aquele desejo profundo e irracional de te poupar de qualquer dor ou sofrimento. Mas, isso é impossível. Por isso sei que, quando você se tornar uma mulher e ler este blog, já vai saber muito bem que a vida é feita de alegrias e frustrações, magia e sofrimento, e que nosso peito às vezes se infla de paz e, em outras vezes, se aperta de tanta tristeza. E que, mesmo assim, temos que seguir em frente, sofrendo o “necessário”, e dando todas as chances para a felicidade...

Foi um tanto de tempo sem escrever aqui, mas não foi por falta de assunto. Muito pelo contrário. Nem sei por onde começar. Vou começar começando...me acompanhe...

Em março de 2013, vivemos um fato muito triste. Estava chegando um presente muito especial para nossa família (essa família que você recria e fortalece a cada dia): mamãe estava esperando um bebê. Mas, infelizmente, não deu certo, e esse sonho doce foi interrompido às 7 semanas da gestação.

A tristeza e o pesar que senti foram bem maiores do que jamais imaginei. Os primeiros socorros, abraços, apoio vieram da vovó e do vovô - mais uma vez. Não sei o que seria de mim/de nós sem eles.  

E depois dessa primeira fase mais sofrida, fomos buscar colo, carinho e ar fresco nos braços da tia Cris, do tio Gui e do tio Dé. Passamos 20 dias em Londres/Edimburgo. Convívio, amor, parquinhos, balanços, escorregas, piqueniques, frio, longas caminhadas, zoológicos, passeios, cervejas, muitas e muitas conversas, descanso... Não há nada no mundo mais importante que a família. Você já percebeu isso, né filha? Tenho certeza de que sim.

Alguns dias depois, já no Brasil, fomos passar um feriado na Chapada dos Guimarães (MT), com a tia Carol e o tio Fábio. O contato com a natureza e com esses amigos tão especiais acabaram de nos reenergizar. A dor nunca vai passar, mas agora me sentia pronta para seguir em frente. Por mim, por você, pelo papai e por tudo o que ainda virá de bom para nós!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Alegria no tom certo

Corujas em estampas de roupas e roupas de cama, em objetos de decoração, no Brasil e no estrangeiro. Corujas em todo lugar. Mas, eu juro, só fui me dar conta disso depois de ter escolhido o tema da sua festa de 2 anos. Na época das decisões, escolhi o tema que me pareceu mais original, dentre os que eu vi no cardápio das empresas de decoração. Afinal, não adianta muito pensar em um super tema e, depois, descobrir que nunca foi feito por aqui. Dessa forma, sai muito mais caro, pois eles terão que fazer pela primeira vez. Então escolhi o que achei mais fofo e original dos que estavam ao dispor.

Escolhido o tema, fizemos a identidade visual com a Fran (esposa do pediatra e mãe do seu amigo Pedro), comidinhas com a Val, toque especial da Tivó Bola (imã de geladeira de coruja) e enfeites de mesa e lembrancinhas com a super vovó, que se superou com um enfeite de mesa lindo e muito elogiado pelos convidados.

Ficou tudo lindo e, o mais importante, você adorou e se divertiu muito! No dia da festa, enquanto ainda arrumávamos tudo, você ficou com o tio Cleiton acompanhando cada etapa da montagem do pula-pula e, quando ele estava pronto, se acabou de brincar, num pula-pula só pra você. Até que chegou a hora de subir para tomar banho e se arrumar para esperar os convidados. Nessa hora, você ficou meio irritadinha (acho que era sono e cansaço de tanto pular) e achamos melhor deixar você tirar um soninho. Foi a melhor coisa, pois mesmo com um pequeno atraso, você chegou à sua festinha cheia de energia. Passou os primeiros momentos com um vestido, pois não quis colocar o conjunto de corujinhas. Depois subimos novamente (Naiane nos ajudou) e você concordou em colocar o conjunto de corujinhas, que parece ter sido encomendado para a festa, quando na verdade foi um feliz e casual achado.

Voce desenhou, brincou, dançou e curtiu muuito o parabéns. No dia seguinte, ao ver as fotos, você pedia: " Mamãe, quero ir lá no aniversario!" Com jeito, te expliquei que o "lá" tinha ficado pra trás e que só nos resta esperar por outros momentos felizes e lembrar com alegria dos que passaram! Mas essa sua pergunta foi o maior sinal de que você gostou e curtiu cada momento. E isso é o mais importante.

No final, ficou essa satisfação, por um lado e, por outro, aquela sensação de que festas de criança ainda podem - e devem - ser mais simples. Criança combina com cachorro-quente, muitas cores, brincadeiras, bolas de soprar, pipoca, dia claro. Tudo isso tinha na sua festa, ok! Mas... sinceramente, acho que criança não combina com convites impressos, decoração encomendada, bifê com mini porções e outros excessos...sei lá...Mas daqui a 1 ano terei outra oportunidade de achar o tom. O que importa foi sua alegria e a lembrança que traz até hoje, quando lembra do seu "aniversário de corujinhas", como você diz! 

Decoração

Lembrancinhas

Decoração

Decoração

Detalhes

Bolo

Com a recreadora

Na fila para a tatuagem

No amado pula-pula

No amado pula-pula

A alegria com a babá

Parabéns pra você!

Parabéns pra você!

Parabéns pra você!

Parabéns pra você!
Parabéns pra você!

Com o padrinho!

Entrega das lembrancinhas

Entrega das lembrancinhas

 Na véspera da festa, dia verdadeiro do aniversário de 2 anos (15/03)

Na véspera da festa, dia verdadeiro do aniversário de 2 anos (15/03)

Na véspera da festa, dia verdadeiro do aniversário de 2 anos (15/03)

domingo, 3 de março de 2013

Marinices de março

Fala de um tudo, todo o tempo. Tem prazer em falar. Quando não tem assunto, vai descrevendo o que está fazendo.

Quando quer ouvir uma história: “Mamãe, faz ?”

Quando a gente acaba de contar uma história, você pega o livro e começa a recontá-la no seu dialeto, mas dando as mesmas entonações, gestos e expressões. Uma graça. Suas frases sempre começam por: “Aí o peixe falou...”, “Aí, a mamãe dele falou...”, “Aí, o patinho falou...”


Normalmente isso acontece depois que você presencia um diálogo entre dois adultos (eu e seu pai, por exemplo), em que falamos de forma mais rápida, cadenciada e com muitas palavras. Acho que você fica inspirada e começa a falar também, porém na ausência do mesmo vocabulário, vai alternando palavras reais com outras que você inventa. Brincamos que , nessas horas, você está falando hebraico. É muito engraçado. Parece um discurso. E suas caras e bocas então, nem se fala.