Mas vamos a algumas delas:
“Adivinha o que tem aqui atrás?” (Olhar pro alto, meio
hesitante).”Não tem nada” (Arrependida por ter quase divulgado o seu segredo).
“Mãe, por que você fala penúltima gaveta?”
Tio Gui, vai pra cama e dorme, por favor?”Depois de ele
ficar te perturbando com as brincadeiras dele...e você quase não gosta, né?
No telefone com o vovô, contando que você tinha feito um
machucado no dedo. “Vovô, eu vou melhorar daqui a 4 minutinhos, tá?”
“Mãe, olha pra mim: eu estou feliz? Estou, mas eu quero
balinha...”. Numa analogia a quando eu peço pra você me olhar no meio de uma
bronca e pergunto: “A mamãe está rindo por acaso?”
Brincando de mãe e filha, sendo você a mãe e eu a filha.
Aproveito essa condição invertida, para reproduzir seus argumentos sobre não
querer usar o vaso. Então você, no papel de mãe, vai falando exatamente tudo o
que costumo te dizer, da mesma forma, destacando que não precisa ter medo do
vaso, que menina grande não usa mais fralda etc, etc. Mas, antes de acabar seu
discurso, você, precavidamente, acrescenta por conta própria: “Eu sou mãe e não
tenho medo, mas você é filha, então se você tem medo, você tem medo”. Eu posso
com tanta perspicácia?
Outra marinice fofa é quando você começa suas histórias com:
“Quando eu era pequena...”. Um dia, conversando com um moço que ficou seu amigo
em um voo, você soltou essa introdução de frase em alto e bom som. Todos os
passageiros que estavam por perto deram risada. Mal sabem eles que também tem a
variação: “Quando eu era grande...” Aí, é surrealista demais!
A vovó tropeçou nos sapatos que você deixou no meio do
quarto e você disse: “desculpe, vovó, espero não fazer mais isso.”
Quando você explica bem explicadinho o motivo das desculpas
ou dos agradecimentos: “Obrigada por ter me arrumado, mamãe!”; “Desculpa por eu
ter derrubado isso, papai.”
Quando a gente manda você tomar banho ou escovar os dentes
ou pentear o cabelo ou qualquer uma dessas coisas tão “sofridas” que você odeia
fazer: “Mãe/pai, não quero conversar isso com vocês”.
Expressões de quem se acha gente grande: “Que coisaaa!”; “Eu
que decido”. Mas, apesar de tanta desenvoltura, você ainda diz “delisgar” e
“mescau”. Sua fofa
Quando você quer propor algo: “Já sei. A gente faz isso e
depois aquilo e aquilo e aquilo... Não é uma boa ideia?” Ou “Não é um ótimo
combinado?”
Declarações de amor: “Mamãe, eu estou apaixonada de você”.
“Eu amo você”. “Eu estou gostando de você; “Fica em casa, porque se eu ficar
com saudade, você vai estar aqui..”
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