terça-feira, 11 de março de 2014

Marinices de março


Você fala de um tudo, todo o tempo. Tem prazer em falar. Quando não tem assunto, vai descrevendo o que está fazendo.
Quando quer ouvir uma história, pede: “Mamãe, faz ?” E quando a gente acaba de contar a história, você pega o livro e começa a recontá-la no seu dialeto, mas dando as mesmas entonações, gestos e expressões. Uma graça. 
Suas frases sempre começam por: “Aí o peixe falou...”, “Aí, a mamãe dele falou...”, “Aí, o patinho falou...”
E ainda tem seus discursos, que acontecem depois que você presencia um diálogo entre dois adultos (eu e seu pai, por exemplo), em que falamos de forma mais rápida, cadenciada e com muitas palavras. Acho que você fica inspirada e começa a falar também, porém na ausência do mesmo vocabulário, vai alternando palavras reais com outras que você inventa. Brincamos que, nessas horas, você está falando hebraico. É muito engraçado. E suas caras e bocas então, nem se fala. Coisa mais gostosa da mamãe!

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