quinta-feira, 1 de março de 2012

Amor, amor (e sono...)


Amor

Leve, como leve pluma
Muito leve, leve pousa.
Muito leve, leve pousa.

Na simples e suave coisa
Suave coisa nenhuma
Suave coisa nenhuma.

Sombra, silêncio ou espuma.
Nuvem azul
Que arrefece.

Simples e suave coisa
Suave coisa nenhuma.
Que em mim amadurece.

É difícil definir o amor em palavras. A música acima, dos "Secos e Molhados", chegou perto. Mas quando a gente sente, ele é muito exato. Esses dias, ouvi uma gravidinha de poucas semanas comentando que seu bebê ainda era uma sementinha, mas que ela já o amava muito. É isso mesmo. E a minha vontade era dizer que ela ainda não tem idéia de até onde esse amor pode chegar.

Estou cada dia mais apaixonada por você. Vou pro trabalho e fico pensando em você todo o tempo, com vontade de te ver. Quando chego em casa, enquanto espero a Naiane - e você - virem abrir a porta, já vou guardando na bolsa ou no bolso qualquer coisa que esteja na minha mão, me preparando para pegar você nos braços e te dar aquele abraço.

Você está, a cada dia, se comunicando mais, seja com sons, olhares, gritos e até ... tapinhas (mas sobre isso a gente fala depois). É impressionante como você parece entender tudo, cada dia interagindo mais.

Adora dar mordidas (meu rosto é sempre a maior vítima), mas agora também aprendeu a dar beijinhos, além dos abraços.

E anda num grude comigo. Se eu saio de perto, para tomar banho que seja, coitado do papai, que tem que ficar quase dando cambalhotas para te distrair, se não você fica chorando dramaticamente na porta do banheiro. Isso é bom, mas é ruim. É gratificante ver que nosso vínculo é forte, mas fico imaginado que deve ser angustiante pra você não ter certeza de volta dos seus queridos quando eles se despedem.

Dizem que essa é a tal crise de ansiedade que os bebês têm a partir do momento em que percebem que eles e as mães não são uma mesma pessoa. Isso começa mais ou menos aos 8 meses. Então, sempre que a mãe ou o pai se afastam, a sensação, para vocês, é de que eles podem não voltar. Deve ser angustiante para você e imaginar essa sua angústia me angustia também. Mas, como diz sua vovó, esse é o seu aprendizado. Da nossa parte, procuramos nunca sair escondidos, te despistando. Sempre nos despedimos, por mais difícil que seja às vezes, explicando que estamos indo trabalhar e que mais tarde voltaremos.

Talvez essa sua angústia interfira em seu sono também. Você acorda muitas vezes por noite e, nesses momentos, só serve a mamãe. Se vai o papai, você chora e grita. Precisa mamar para adormecer de novo. Quando você pega no sono e eu vou te colocar no berço você acorda e chora. Parece querer terminar a noite ali nos meus braços. Às vezes, é muito cansativo para a mamãe e eu acabo te levando para nossa cama. Já li coisas boas e ruins sobre isso. Minha opção é o meio termo, entre o meu bom senso e o meu cansaço. E vamos em frente, minha amadinha!

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