Não me lembro de ter passado um aniversário longe dos meus pais. Eles sempre dão um jeito de estarem comigo, esteja eu onde estiver. Este ano não foi diferente. Ou melhor, foi muito diferente, pois não eram só meus 32 anos que estavam sendo comemorados. Isso era o de menos. Também estávamos juntos, celebrando você. Foram dias muito bons, como sempre. E o sofrimento na hora da despedida não teve tamanho. Como sempre também. No final do dia em que eles foram embora, quando consegui parar de chorar um pouco, me surpreendi com um bilhete deles dentro do livro que estava lendo. Não teve jeito. O choro veio de novo:
“03/08/10
Ju/Rodrigo,
A única certeza que tínhamos quando saímos daqui no ano passado era a de que voltaríamos no seu próximo aniversário (caso você não fosse viajar ou não tivesse outro programa melhor do que nos aturar).
Não podíamos imaginar, no entanto, que comemoraríamos e, principalmente, compartilharíamos outras alegrias e emoções.
No Café Madeira, tinha o convidado mais especial do mundo, escondidinho, vendo tudo pelos seus olhos e pensando: “no ano que vem estarei também nessa farra, tomando um porre de leite e rindo, rindo muito por ter sido premiado com essa mãe, esse pai, essa família!”
Obrigado mais uma vez pela acolhida e pela oportunidade de vivermos juntos um pouco dessa tão esperada gestação.
Beijos de seus pais e até a próxima. Conte sempre conosco, filhos.
Ju, voce esta com uma carinha de gravida!
ResponderExcluirQuando vi que tinha um bilhete do papai resolvi deixar pra ler em casa porque sabia que ia me emocionar. Nao deu outra, chorei feito crianca :)
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