No feriado de 7 de setembro, conseguimos emendar os 4 dias e fomos para Alter do Chão, no Pará. Um lugar belíssimo, com muitas praias de água doce - as águas do rio Tapajós. Na altura dessa vila, o rio tem 9 Km entre uma margem e outra. Em outros pontos, no entanto, essa distância chega a 18 Km! Parece o mar. Um mar de água doce, infinita, calma, transparente e morna. Foram dias muito bons, de descanso e contemplação.
A voadeira nos levou a lugares incríveis. Em um deles, chamado Ponta do Cururu, pudemos ficar em pé bem no meio desse rio tão grande. É porque, ali, havia um banco de areia, de onde vimos o pôr do sol e de onde tentamos ver alguns botos. Apenas tentamos, pois acho que nesse dia, eles estavam se preparando para galantear as donzelas de Santarém (um dia te conto a lenda dos botos, filho/a. É uma lenda daqui da região onde você vai nascer. Mas essa é outra história).
Também alugávamos caiaques duplos e só seu pai remava, afinal, sou uma gestante e isso tem significado, na prática, uma porção de regalias. Seu pai remava muito e levava a gente pra bem longe. Eu ficava com um pouco de medo. Imagina se tivesse jacaré ali! Jacaré é um bicho legal pra ter de pelúcia. Mas não é legal ver de perto.
Seu pai ficava muito preocupado de eu estar passando esse medo pra você. Ele não quer que você seja medroso/a, filho/a. Ficava falando: “Bah (depois você vai saber o que é Bah), tu não pode ficar com esse medo. Pode passar pra criança!”
Seu pai é uma figurinha.
E eu gosto muito dele.
Gosto sem medos (mesmo quando ele leva a gente pra perto do jacaré).
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