Marina, meu amor, sua vidinha já dá um livro, não é mesmo?
Tantas emoções, vivências, amigos cultivados, saudades já acumuladas – de
lugares e pessoas. Desejo profundamente que eu tenha capacidade de te ajudar a
lidar com tudo isso de forma leve e com o olhar sempre em frente. Olhar
otimista e cheio de fé.
Esse ano, depois de muito quebrar a cabeça, eu e seu pai
decidimos matricular você em uma escola com uma pedagogia diferente, chamada
Waldorf. Respeito aos reais marcos de desenvolvimento da criança; respeito à
natureza; respeito ao próximo; brincadeira livre x intelectualização precoce;
vivência da diversidade. Essas foram nossas motivações. Se acertamos e erramos
não é o ponto. Tudo vale a pena e não tenho dúvidas de que isso te marcará
positivamente.
Estarmos fora da nossa zona de conforto nesse aspecto gera
um pensar e repensar diários sobre sua educação. Independentemente de qualquer
coisa, acredito que nossa melhor intenção e esforço (segundo a própria
pedagogia Waldorf, inclusive) se refletirão positivamente em você.
Além da escola, o ano de 2016 também foi marcado por brincadeiras
com seus amigos do condomínio, viagens à casa dos avós, visitas das tias e
tios, horta, banhos de rio no Parque Municipal Frottè, poesias musicadas,
cuidados e brincadeiras com a mana, muitos desenhos, pinturas e brincadeiras de
“escritório”, de cabana, de mãe e filha, de imitação de animais, muito Netflix
(Carrossel e Chiquititas) e alguns vídeos dessas youtubers mirins (Aff!).
Assim foi este seu ano. Se em casa não conseguimos reproduzir
muito da essência da pedagogia, pelo menos buscamos um equilíbrio entre esse seu
mental tão desenvolvido/mundo moderno e a desaceleração/o natural/o analógico.

























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