Fala de um tudo, todo o tempo. Tem prazer em falar. Quando
não tem assunto, vai descrevendo o que está fazendo.
Quando quer ouvir uma história: “Mamãe, faz aí?”
Quando a gente acaba de contar uma história, você pega o
livro e começa a recontá-la no seu dialeto, mas dando as mesmas entonações, gestos
e expressões. Uma graça. Suas frases sempre começam por: “Aí o peixe falou...”,
“Aí, a mamãe dele falou...”, “Aí, o patinho falou...”
Normalmente isso acontece depois que você presencia um
diálogo entre dois adultos (eu e seu pai, por exemplo), em que falamos de forma
mais rápida, cadenciada e com muitas palavras. Acho que você fica inspirada e
começa a falar também, porém na ausência do mesmo vocabulário, vai alternando
palavras reais com outras que você inventa. Brincamos que , nessas horas, você
está falando hebraico. É muito engraçado. Parece um discurso. E suas caras e
bocas então, nem se fala.
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