quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Aires buenos
Será que é preciso mesmo registrar? Será que algum dia a
gente vai esquecer as longas caminhadas, o carrinho levando nossa mochila, as
descobertas deliciosas no Zoológico e no Temaikèn, o almocinho restaurador no
Dadá Bistrô, os longos banhos na banheira do hotel, a nossa grande cama, o
soninho no Jardim Botânico, as birras no final da tarde, quando o seu cansaço
chegava, a mamação sem fim no ônibus amarelo, as suas paradas estratégicas nas
calçadas - a cada degrau de entrada de prédio, o chororô quando tínhamos que te
pegar no colo para atravessar a rua, seu encantamento no MALBA, o bom
atendimento no Hospital Aleman, por causa do seu vermelhinho no rosto, o
carrossel (calesita), a primeira cerveja da mamãe em 2 anos e 7 meses no Clube
da Milanesa, em Palermo, o colinho do papai na nossa saga de volta ao hotel,
nas primeiras horas de 2013, o grito de Gol no estádio do Boca com o papai.
Não. Nem precisava escrever. Não dá para esquecer essas tão doces lembranças.
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