Um dia, o Guilherme, nosso colega
de trabalho, comentou que o seu filho Bruno, 4 meses mais velho que você, pegou
uma virose. Os sintomas começaram com algumas crises de vômito e, em pouco
tempo, já estava desidratando. Correram para o Hospital e ele quase desmaiou no
caminho. Um susto daqueles!
Duas semanas depois, era um
sábado bem feliz (18/08). Você estava com a corda toda. Tomou banho, jantou bem e não
queria dormir. Queria brincar. Seu pai desceu com você pro parquinho para
procurar o sono. Ainda havia crianças lá embaixo e você brincou bastante. De
repente, no meio da brincadeira, vomitou. Seu pai subiu com você, que chegou
sorrindo, apesar de toda suja. Achamos
que pudesse ser a brincadeira agitada depois do jantar. Te dei um banho e você
parecia bem. De repente, vomitou de novo. Na mesma hora, lembrei da história do
Bruninho. Olhei pro seu pai e a gente mal precisou falar: nos arrumamos
correndo e fomos para o Hospital da Unimed.E não podia ter sido diferente, pois você foi piorando e vomitando nos 15 minutos do trajeto. Chegou lá já com a boca bem sequinha e foi direto pro soro, onde passou toda a madrugada. Você vomitou mais algumas vezes, mas dormiu quase o tempo todo.
Pela manhã, o vômito acabou e começou a diarreia. Muito, mas muito forte. O pediatra achou melhor internar: era virose mesmo. É comum os médicos optarem pela internação em casos como esses, pois crianças desidratam muito rapidamente. E não havia fralda e roupa limpa (minha e sua) que dessem conta. Foi uma crise daquelas. E ainda ficamos ali umas duas horas, com as roupas sujas, esperando o processo de internação.
Quando, finalmente, entramos no
quarto, seu pai foi pra casa buscar roupas e brinquedos. Enquanto isso, você contiuou ali, dormindo, bem desanimadinha, ao meu lado. Quando o papai voltou
com seus brinquedos e DVDs você acordou e abriu um sorrisão. Tomamos banho e, por incrível que pareça,
passamos um domingo bom. A diarreia continuou por todo o dia, mas você parecia
se sentir melhor.
E se correr atrás de uma criança de 1 ano e 5 meses já exige
muita energia, fazer isso depois de uma noite em claro e com a criança presa a
um soro equivale a uma prova de triátlon. Mas a alegria de te ver bem superava
qualquer cansaço. À noite, papai foi pra casa, pois só 01 acompanhante poderia
passar a noite com você e, no dia seguinte, pela manhã, você recebeu alta.
Papai nos levou pra casa e foi pro trabalho.
O dia foi ok, mas a noite trouxe
a preocupação de volta. Você começou a vomitar novamente e nada da diarreia
passar. E, pra completar: eu e o papai também começamos com os mesmos sintomas
(eu ainda mais). Depois de passar uma madrugada de rainha (no trono), acordei melhor, mas você ficou
molinha e com diarreia até 4ª feira. Nem fui trabalhar esses dias. Você não aceitava comida; líquidos, com muita dificuldade. Só queria mamar, ficar no meu colo e
dormir. E eu te dei tudo isso sem medida. Mesmo assim, suas bochecas e sua barriguinha "tiraram umas férias". Ficou mais magrinha. Até que
na 4ª feira, seu sorriso voltou. Lembro bem. Foi quando você ouviu o barulho de
um avião. A casa se iluminou de novo e tudo foi voltando ao normal.Durante esses dias, inclusive no hospital, me senti forte e tranquila (na medida do possível). Vovô e vovó estavam bem longe, visitando a tia Cris e o tio Gui. Mas, tudo bem. Eu e seu pai demos conta direitinho do recado. Ajudando um ao outro e, sobretudo, você. Mas, hoje, ao relembrar, sinto um aperto no coração. Ai, ainda bem que passou. Em pouco tempo, apetite, bochechas e barriga de volta ao normal. A bagunça e as birras também voltaram, só que ao quadrado, talvez para descontar o tempo de molho. Melhor assim. Bem melhor assim.
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