Sabia que eu ando com mania de te chamar de flor? Não sei da onde veio. Os bons apelidos são aqueles que vêm naturalmente mesmo, né? Há umas variações: flor da Amazônia; flor de laranjeira; flor do campo; florinda...essa sua mãe é meio louca mesmo. Mas, enfim, vamos ao que interessa. Você fez 1 ano. 1 ano, Marininha! Dá pra acreditar? Na verdade, hoje, já está com 1 ano e 1 mês!
Parece que foi ontem (eita que frase mais original). Mas, realmente, quase não consigo acreditar que já se passou 1 ano. Sob certo ponto de vista, os desafios do começo parecem tornar os dias e semanas mais longos. Mas, agora, olhando pra trás, vejo que passou muito rápido.
E é pouco tempo para elaborar tantas mudanças. Mas, hoje, já consigo verbalizar um pouco de como me sentia no começo: assustada com tanta responsabilidade, tantas mudanças e tanto amor. Insegura em cumprir minhas multi-tarefas. Insegura com a falta de previsibilidade de tudo. Hoje já estou mais acostumada a lidar com os dias sempre diferentes uns dos outros. Até acho bom.
Aliás, hoje é só alegria. Você traz alegria para os nossos dias. Engraçada, animada e sempre, sempre bem disposta. Parece que você tem zero por cento de preguiça. Até quando acorda, já levanta imediatamente.
O outro lado dessa moeda é não ter paciência de ficar parada um minuto sequer. E, aí, minha maior dificuldade é te fazer esperar enquanto a gente tenta colocar um prendedor no cabelo, trocar a fralda, escovar seus 6 dentinhos...ufa! É um desafio diário. A Naiane consegue fazer tudo isso com mais facilidade. Até penteados elaborados ela faz em você. Tranças, várias chuquinhas, mas comigo é diferente.
Ao mesmo tempo tem uma fixação por certas coisas e abre um berreiro se não deixamos você fazer essa atividade ou se a interrompemos no meio. Por exemplo, você está com mania de escalar o braço do sofá para pegar canetas, papéis e o telefone fixo, que ficam na mesa de canto. Caneta é objeto proibido, pois você já aprendeu a tirar a tampa e já riscou a parede, fora o perigo de ir aos olhos...vixe. Mas você não entende isso e grita, esperneia.
Sua garganta também arranha quando você está brincando com algo permitido, mas precisa ser interrompida por alguma razão. Você adora dedicar parte de seu tempo ao chaveiro, que você já aprendeu que tem relação direta com fechaduras. E a porta de entrada da nossa casa tem uma fechadura bem na sua altura. Ali você tem passado alguns minutos por dia. Não há problema nenhum em ficar ali brincando, mas se interrompemos a brincadeira para te darmos banho, por exemplo, ou trocarmos a fralda suja, você berra, berra e berra. Nossa reação é ignorar. Mantemos-nos firmes no nosso propósito (seja o banho, a fralda ou o que for) até que você desiste e pára. Sei que se a gente ceder, você aprenderá que gritando consegue o que quer. Temos conseguido ser firmes, apesar da melodia “agradável” em nossos ouvidos.
Por outro lado – por outro lado não, por todos os lados, você é meiga e carinhosa. Adora nos dar abraços, beijinhos e sorrisos e tem feito nossos dias cada vez mais agradáveis, felizes e divertidos.
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